Eu sou uma pessoa suspeita para falar sobre isso.
Na minha adolescência, eu joguei Age of Empires de forma muito intensa. Sempre gostei de jogos de estratégia. E, com o tempo, quando o marketing entrou na minha vida, eu percebi algo curioso: os dois falam exatamente sobre a mesma coisa.
Conquistar.
Conquistar espaço, conquistar território, conquistar pessoas.
E mais do que isso: entender que conquistar não é um ato pontual — é um processo eterno de evolução.
No Age of Empires, a gente atravessa eras. Do feudalismo a estágios mais avançados da civilização. Mas não é só sobre avançar no tempo. É sobre se preparar. Você precisa evoluir enquanto pessoa, enquanto exército, enquanto inteligência. Precisa de estrutura, fé, estratégia, visão.
E o marketing funciona exatamente assim.
Foi aí que eu comecei a usar esses exemplos no meu dia a dia profissional. Porque marketing não é só uma “artezinha”, como eu costumo dizer. Marketing é contexto, é objetivo, é meta, é saber onde você quer chegar e o que precisa construir antes de sair conquistando territórios.
E isso me leva a uma pergunta importante: Será que, no nosso dia a dia, a gente está realmente preparado para pensar estrategicamente?
Normalmente, o processo é assim: primeiro vem a ansiedade, depois, a organização das ideias, e só então, a ação.
No jogo, é igual. Dá aquele frio na barriga quando você percebe que precisa de ouro, madeira, alimento. Precisa estruturar casas, criar exércitos, formar pessoas, treinar cavaleiros, espadachins. Nada acontece por acaso. Tudo precisa de planejamento e tempo.
No marketing também.
Ele pode ter símbolos bonitos, conceitos inspiradores, discursos bem elaborados… mas só funciona quando existe sensibilidade para agir. Quando pensamento e ação caminham juntos.
E por isso eu acredito muito no valor dos jogos de estratégia. Eles não são só entretenimento. Eles treinam a nossa mente para enxergar o mundo de forma estratégica. Não só no marketing, mas na vida.
Pensa comigo: por que uma bandeira é colocada depois que um território é conquistado?Eu respondo: Ela é símbolo.
Ela diz: “aqui houve presença, intenção, construção”.
No marketing, acontece a mesma coisa. Campanhas estrategicamente pensadas colocam bandeiras invisíveis. Elas criam significado, influência e pertencimento. As pessoas passam a se identificar com aquilo que foi construído ali.
Mas existe um cuidado fundamental nesse processo.
Não adianta apenas conquistar.
No Age of Empires, depois da conquista, você precisa manter. Precisa de alimento, saúde, universidades, organização social. Se as pessoas não se sentem bem naquele território, tudo desmorona.
No marketing, é igual.
Se você só quer conquistar espaço, mas não sustenta, não cuida, não desenvolve, você perde a singularidade do que imaginou no início. Marketing não é invasão. É construção contínua.
E talvez o ponto mais bonito dessa comparação seja esse:
toda conquista externa exige também uma conquista interna.
Pensar estrategicamente é um exercício constante.
É ousado.
É sensível.
É humano.
Por isso, nunca descarte pensar com arte.
Nunca descarte pensar diferente.
Aimée é uma planejadora urbana com mais de 15 anos de experiência em Marketing, consultora de pós-graduação em NeuroMarketing, Artista Visual internacional e CEO da Tkart, uma empresa internacional de marketing.
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