Carlos César Rocha foi condenado a 7 anos por tentativa de golpe e é acusado de produzir relatórios fraudulentos sobre urnas
O Ministério da Justiça e Segurança Pública afirmou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que encaminhou nesta 5ª feira (12.mar.2026) ao Itamaraty a documentação complementar para pedir a extradição de Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do IVL (Instituto Voto Legal). Leia a íntegra (PDF-663kB).
Segundo a Polícia Federal, Rocha deixou o Brasil em setembro do ano passado e, conforme Moraes, há indícios de que ele esteja no Reino Unido. O presidente do IVL foi condenado pela 1ª Turma do STF a 7 anos e 6 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, acusado de produzir relatórios fraudulentos sobre as urnas eletrônicas para o PL (Partido Liberal) nas eleições de 2022.
Moraes determinou na 2ª feira (9.mar) que fossem adotadas as providências cabíveis para formalizar o pedido junto a autoridades do Reino Unido. O documento foi publicado na 3ª feira (10.mar). Leia a íntegra (PDF-132kB).
O pedido de extradição avançou depois de o STF enviar documentos exigidos pelo Reino Unido, como a tradução das leis e detalhes dos crimes. A principal pendência era um documento que garantisse as boas condições da prisão onde ele ficará no Brasil, uma exigência das autoridades britânicas para autorizar a entrega do réu.
A resposta do Ministério da Justiça confirma o envio desses papéis extras ao Itamaraty. Agora, o governo brasileiro aguarda que o Ministério das Relações Exteriores entregue tudo formalmente ao Reino Unido para que a extradição seja decidida.
O presidente do IVL foi considerado foragido pela PF (Polícia Federal), em dezembro de 2025, depois de agentes tentarem cumprir um mandado de prisão domiciliar em seu apartamento em São Paulo e não o localizar.
Ele foi contratado pelo partido do presidente Jair Bolsonaro (PL) para a realização de estudos para basear a ação na qual o partido contestou no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) o resultado do 2º turno das eleições de 2022.
RELEMBRE O CASO
Rocha, foi condenado pelo STF por participar da produção e difusão de estudos considerados falsos sobre as urnas eletrônicas, usados para questionar o resultado das eleições de 2022.
Segundo o Supremo, os levantamentos não tinham base técnica e foram usados para alimentar a narrativa de fraude eleitoral, com o objetivo de desacreditar o sistema eleitoral e as instituições. Os estudos embasaram uma ação apresentada pelo partido ao TSE para tentar anular votos da eleição.


