Lula escolhe José Guimarães como novo articulador político

Líder do Governo na Câmara vai comandar a Secretaria de Relações Institucionais e terá a missão de ser a ponte entre o Planalto e o Congresso; vaga estava aberta desde a saída de Gleisi Hoffmann

O líder do Governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), anunciou neste sábado (11.abr.2026) que aceitou o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para assumir a SRI (Secretaria de Relações Institucionais). A posse está marcada para 3ª feira (14.abr.2025).

“A convite do presidente Lula, informo que aceitei a missão e na próxima terça-feira (14), tomo posse como ministro da Secretaria de Relações Institucionais”, escreveu Guimarães no X.

O congressista substitui Gleisi Hoffmann (PT), que deixou o comando da pasta no fim de março para disputar uma vaga ao Senado pelo Paraná nas eleições de 2026. A saída do cargo 6 meses antes do pleito é uma exigência da Justiça Eleitoral. A despedida da ministra foi no comitê de imprensa do Palácio do Planalto, em Brasília.

Desde a saída de Gleisi, a pasta era conduzida interinamente pelo secretário-executivo Marcelo Almeida Costa. Lula demorou para bater o martelo porque avaliava que o nome escolhido precisava ser de total confiança, dado o caráter estratégico do ministério.

O primeiro nome considerado foi o de Olavo Noleto, chefe do Conselhão (Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável). A indicação de Gleisi, no entanto, não avançou. Lula recuou porque queria um nome com trânsito no Congresso, principalmente no Centrão.

Também foram sondados o senador Otto Alencar (PSD-BA), o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, e o ex-ministro da Educação, Camilo Santana (PT). Otto recusou por motivos pessoais e de saúde. Wellington preferiu permanecer à frente da coordenação da campanha do presidente. Já Camilo foi citado, mas não vingou como opção.

O convite de Lula a Guimarães veio na 5ª feira (9.abr.2026). O deputado estava no Ceará e se encontrou com com o governador Elmano de Freitas (PT) e com Camilo Santana para alinhar a decisão. Guimarães planejava disputar o Senado e agora os petistas também terão que rever a chapa do Estado.

A ida de Guimarães para o ministério também abre outra lacuna: o governo precisará escolher um novo líder na Câmara. 

Os desafios de Guimarães 

O primeiro teste será o fim da  jornada 6 X 1. O próprio Guimarães já protagonizou um ruído político antes mesmo de tomar posse.

Na 3ª feira (7.abr.2026), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o governo não enviaria mais o projeto de lei com urgência para tratar do fim da escala 6 X 1, dizendo ter recebido essa sinalização do próprio Guimarães. O Palácio do Planalto negou e disse que iria manter o envio de um PL próprio.

No dia seguinte, Lula afirmou em entrevista ao ICL Notícias que enviaria o projeto ainda naquela semana, o que não se concretizou até o momento.

O outro imbróglio é o PL da Dosimetria. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), convocou sessão do Congresso para 30 de abril com 1 único item na pauta: o veto total de Lula ao projeto que mudava o cálculo das penas dos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023.

Caso o veto seja derrubado, a decisão sobre eventuais alterações nas penas caberá ao Supremo Tribunal Federal.


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