Presidente quer apresentar proposta “nova” ao país para “barrar” avanço da direita em aliança com Alckmin
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta 4ª feira (8.abr.2026) que pretende concorrer à reeleição e pediu ao partido que reconstrua uma aliança política capaz de impedir o retorno da direita ao poder.
“Todo mundo sabe que dificilmente deixarei de ser candidato”, afirmou em entrevista ao ICL. “Eu quero, eu vou pleitear ao PT (em junho) a necessidade de reconstruirmos uma aliança política forte para não permitir que a direita volte a este país.”
O presidente disse querer apresentar “algo novo” ao eleitorado nas convenções partidárias de junho, momento em que os partidos definem candidaturas e programas de governo. “Não tem nenhum político que tem a experiência que eu tenho nesse país. Essa é a vantagem de ser longevo: tenho muita experiência política no país”, declarou.
O PT corre para fechar suas chapas. No plano federal, Lula confirmou em reunião ministerial que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) deixará o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para compor a chapa novamente como vice na disputa pela reeleição.
Em São Paulo, a estratégia petista também ganhou contornos mais definidos. O PT confirmou que Fernando Haddad será o candidato ao governo do estado, atendendo a um pedido do presidente Lula para enfrentar o pré-candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos). Na composição da chapa, Simone Tebet formalizou sua filiação ao PSB para disputar o Senado por São Paulo, após 30 anos no MDB.
A movimentação ocorre em meio a pressões internas e externas. O avanço de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e índices de rejeição considerados elevados em algumas pesquisas reacenderam o debate sobre a candidatura do atual presidente. Apesar disso, o PT descarta alternativas e mantém Lula como principal nome.



