João Gomes expõe episódio de preconceito por ser nordestino: “Sempre foi difícil”

Natural de Pernambuco, o cantor de 23 anos refletiu sobre como lidar com episódios controversos durante a fama

O cantor João Gomes desabafou sobre o preconceito que já enfrentou ao longo dos anos de carreira. Em entrevista à GQ diretamente de Las Vegas, nos EUA, onde recebeu o Grammy Latino pelo projeto “Dominguinho”, o pernambucano destacou que aprendeu a lidar com o sucesso, incluindo episódios preconceituosos por conta de sua origem nordestina.

Ao relembrar o lançamento do projeto que o levou à vitória na categoria “Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa”, o artista, de 23 anos, afirmou que já imaginava a repercussão positiva entre o público: “Nem todo mundo vai escutar, mas quem ouvir vai gostar… Mas tem quem não goste, viu?”, refletiu, antes de chegar no tema principal.

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João Gomes está na cidade com a esposa, Ary, e os dois filhos, orge, que nasceu em janeiro de 2024, e Joaquim, que chegou em setembro de 2025.Reprodução/@joaogomescantor

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João Gomes sobre novo DVDReprodução portal LeoDias/ montagem

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João Gomes abre o jogo sobre vontade de morar no Rio de Janeiro: “Encantado”Foto: Portal LeoDias


Isso porque, apesar do sucesso, o João Gomes reconhece que o piseiro e o forró ainda são alvos recorrentes de ataques: “Dois ritmos que até hoje sofrem muito preconceito.” Em seguida, ele relembrou que, em um ensaio durante um dia quente, foi pego de surpresa com uma “brincadeira” no mínimo inadequada: a pessoa o questionou se a equipe não estava acostumada a passar calor e sede por ser nordestina.

“Pensei: ‘Caramba, velho, foi isso mesmo?’. A gente precisa fazer a nossa parte através da música e ganhar nosso espaço, assim como Gonzagão fez. Mas sempre foi difícil. Sempre vão nos menosprezar por causa da ignorância. As pessoas pensam que, de onde viemos, é só mato. Então, devemos continuar falando de coisas positivas.”

De acordo com ele, a maturidade para lidar com contratempos no universo artístico veio graças ao processo de reorganização emocional, com terapia e acompanhamento psiquiátrico: “Estou em uma vibe muito positiva sobre o meu futuro. Sinto que tem um bocado de coração conectado ao meu”, acrescentou João.

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