Irã negocia compra de mísseis antinavio da China

Segundo a agência “Reuters”, negociação envolve mísseis CM-302, capazes de voar baixo e atingir alvos a 290 km

O Irã está perto de fechar um acordo com a China para a compra de mísseis de cruzeiro antinavio. A informação foi dada à agência Reuters por 6 pessoas com conhecimento das negociações –3 funcionários que foram informados pelo governo iraniano e 3 autoridades de segurança.

A compra dos mísseis CM-302 estaria próxima de ser concluída, mas ainda não há data de entrega determinada. Esse tipo de míssil, segundo a agência, tem alcance de cerca de 290 km e é projetado para evadir as defesas navais voando baixo e em alta velocidade.

A conclusão do acordo aumentaria a capacidade de ataque do Irã no momento em que os Estados Unidos estão mobilizando forças militares para a região.

Os EUA e o Irã vivem uma escalada de tensão. O presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou na última 5ª feira (19.fev.2026) que, em até 10 dias, saberá se deve “dar um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.

A razão é o programa nuclear iraniano. O Ocidente teme que o Irã enriqueça urânio a níveis elevados para fins militares. Ambos os países negociam para alcançar um acordo.

A força militar dos EUA no Oriente Médio aumentou substancialmente nas últimas semanas. Sistemas de armas e munições foram transportados para a região em mais de 150 voos militares de carga. 

Desde 18 de fevereiro, 50 caças adicionais, incluindo modelos F-35, F-22 e F-16, foram deslocados para bases na região. O contingente norte-americano inclui 2 porta-aviões, 12 navios de guerra, centenas de aeronaves de combate e múltiplos sistemas de defesa aérea.

Segundo a Reuters, o Irã vem negociando com a China há pelo menos 2 anos. As conversas se intensificaram em meados de 2025, depois do conflito que ficou conhecido como “guerras dos 12 dias”, entre Israel e os iranianos.

Como parte das negociações, altos funcionários militares e governamentais iranianos viajaram para a China. Entre eles, Massoud Oraei, vice-ministro da Defesa do Irã. 

A agência de notícias não conseguiu determinar quantos mísseis estariam envolvidos no possível acordo, quanto o Irã teria concordado em pagar ou se a China prosseguiria com o acordo agora, considerando as tensões crescentes na região.

Os mísseis, segundo a Reuters, estariam entre os equipamentos militares mais avançados a serem transferidos da China para o Irã. Esse acordo desafiaria o embargo de armas da ONU (Organização das Nações Unidas), imposto pela 1ª vez em 2006, suspenso em 2015 e restabelecido em setembro.


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