Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a taxa anualizada desacelerou para 4,46%; meta de inflação é de 3%, com tolerância de até 4,5%.
A inflação do Brasil acelerou de 0,09% em outubro para 0,18% em novembro A inflação anualizada –acumulada em 12 meses– cedeu de 4,68% para 4,46%.
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou o resultado do IPCA (Índice de Preços ao Consummidor Amplo) nesta 4ª feira (10.dez.2025).
O resultado ficou abaixo das estimativas dos agentes financeiros. O Poder360 mostrou que a mediana das projeções para a inflação mensal era de 0,2% em novembro.
IPCA EM NOVEMBRO
O IPCA)do mês de novembro foi 0,18%, 0,09 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de 0,09% de outubro. No ano, o IPCA acumula alta de 3,92% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,46%, abaixo dos 4,68% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em novembro de 2024, a variação havia sido de 0,39%.
Em novembro, 5 dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados vieram com variação positiva. Despesas pessoais (0,77%) e Habitação (0,52%) apresentaram as maiores variações e o maior impacto (0,08 p.p. cada), seguidos de Vestuário (0,49%), Transportes (0,22%) e Educação (0,01%).
Os demais grupos ficaram no campo negativo:
- artigos de residência (-1,00%);
- comunicação (-0,20%);
- saúde e cuidados pessoais (-0,04%);
- alimentação e bebidas (-0,01%).
No grupo despesas pessoais (0,77%), o destaque foi o subitem hospedagem que, com 4,09% de variação, apresentou impacto de 0,03 p.p. no índice do mês. Ressalta-se a variação do subitem em Belém (178,93%) que, em novembro, sediou a COP 30 (Conferência do clima da ONU).
Após registrar queda de 0,30% em outubro, o grupo habitação apresentou variação de 0,52% em novembro, novamente sob influência da energia elétrica residencial, com alta de 1,27% e 0,05 p.p. de impacto.
Com a vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 1, a mesma do mês anterior, adicionando R$ 4,46 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos, a variação no subitem decorre, principalmente, dos reajustes em Goiânia (13,02%), a partir de 22 de outubro; 11,21% em Brasília (7,39%), vigente desde 22 de outubro; 16,05% em uma das concessionárias em São Paulo (0,70%) a partir de 23 de outubro e 21,95% em uma das concessionárias em Porto Alegre (2,39%) a partir de 22 de novembro.
Com acumulado de 15,08% no ano e de 11,41% nos últimos 12 meses, a energia elétrica residencial é o principal impacto nos dois períodos com 0,58 p.p. e 0,46 p.p., respectivamente.




