Inflação anualizada do Brasil desacelera para 4,68%, diz IBGE

Taxa mensal cedeu de 0,48% em setembro para 0,09% em outubro; meta de inflação é de 3%, com tolerância de até 4,5%

A inflação do Brasil desacelerou no mês de outubro. A taxa mensal caiu de 0,48% em setembro para 0,09% no último mês. A inflação anualizada –acumulada em 12 meses– cedeu de 5,17% para 4,68%.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou o resultado nesta 3ª feira (11.nov.2025). Eis a íntegra da apresentação (PDF – 931 kB).

O resultado abaixo das estimativas dos agentes financeiros.

O Poder360 mostrou que a mediana das projeções para a inflação mensal era de 0,16% em outubro. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) calcula mensalmente a inflação do Brasil.

A inflação acumulada em 12 meses ficou abaixo da estimativa mais otimista obtida pelo Poder360, que era de 4,69%.

META DE INFLAÇÃO

Em julho, o Banco Central anunciou que a inflação voltaria a ficar abaixo de 4,5% no 1º trimestre de 2026. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse acreditar que a taxa ficará dentro do patamar permitido já em dezembro deste ano.

O CMN é o órgão que decide qual é a meta de inflação. Ele é composto por:

  • Presidente do BC: Gabriel Galípolo, indicado por Lula;
  • Ministro da Fazenda: Fernando Haddad;
  • Ministra do Planejamento e Orçamento: Simone Tebet.

POLÍTICA MONETÁRIA

O BC (Banco Central) tem convicção de que o nível da taxa básica, a Selic, é suficiente para convergir a inflação para a meta, disse a ata do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgado nesta 2ª feira (10.nov.2025).. Eis a íntegra do documento (PDF – 426 kB).

O colegiado decidiu manter a taxa básica, a Selic, em 15% ao ano na 4ª feira (7.nov.2025). Foi a 3ª reunião consecutiva de manutenção do juro-base neste patamar. O Banco Central comunicou que a estratégia de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período “bastante prolongado” é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na 2ª feira (10.nov.2025) que há espaço para o Banco Central iniciar o ciclo de cortes dos juros.

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), disse na 5ª feira (6nov.2025) que a decisão do Banco Central é “prejudicial” ao Brasil. Já o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), disse esperar que haja uma redução da taxa básica, a Selic, na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), em dezembro.

O grande problema são juros. A taxa de juros muito elevada, e esperamos que, na próxima reunião do Copom, já comece a curva de redução, retrai a atividade econômica, especialmente de bens duráveis, que têm um custo mais alto”, disse o vice-presidente em inauguração de fábrica da cervejaria Heineken em Passos (MG).

O Poder360 mostrou que nenhum dos 7 diretores indicados pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Banco Central votou para cortar a taxa Selic em 2025. Foram 7 reuniões.

O Brasil tem o 2º maior juro real –considerada a inflação– do mundo. A taxa será de 9,54% nos próximos meses, segundo MoneYou.

 


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