Vice-presidente defende zerar PIS/Cofins e subvenção de R$ 0,32 por litro para conter impacto da alta do petróleo
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) disse, neste sábado (14.mar.2026), que o governo federal prioriza, neste momento, o abastecimento e “segurar o preço” do diesel. Ele defendeu as ações anunciadas, nesta semana, de zerar as alíquotas de PIS/Cofins o combustível e de criar uma subvenção de R$ 0,32 por litro. A expectativa é reduzir pelo menos R$ 0,64 por litro nas bombas.
As medidas levam em conta que o Brasil importa cerca de 25% do diesel que consome. Com a guerra no Oriente Médio, houve aumento na cotação internacional do barril de petróleo, o que impacta os preços nas bombas de combustíveis.
O vice-presidente afirmou que a alta do diesel pode encarecer alimentos e transportes, além de pressionar a inflação. Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, visitou uma concessionária da Scania em Santa Maria (DF) para acompanhar o andamento do programa Move Brasil, política pública de estímulo à renovação da frota de caminhões.
Alckmin classificou a ação do governo federal como “inteligente” e criticou medida adotada pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022, que limitou a cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre combustíveis e vetou compensação aos Estados.
“Os Estados foram para a Justiça porque perderam receita. Acabou tudo judicializado, virando um precatório gigantesco”, afirmou.
O vice-presidente explicou que, embora o Brasil seja exportador de petróleo, ainda importa diesel porque não tem capacidade de refino suficiente para atender ao mercado interno.
INCENTIVO À INDÚSTRIA
Em relação ao programa Move Brasil, Alckmin defendeu a estratégia de estímulo à indústria por meio da depreciação acelerada de equipamentos.
“Lançamos o Move Brasil colocando R$ 10 bilhões, e saímos de juros médios de 23% para 13%. A resposta foi espetacular”, avaliou. Segundo ele, em dois meses de programa já foram aplicados R$ 6,2 bilhões dos recursos previstos.
Ele afirmou que o programa incentivou caminhoneiros autônomos a adquirir veículos zero quilômetro ou seminovos. O vice-presidente também defendeu a iniciativa de estimular a indústria do carro sustentável com a eliminação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).
O carro sustentável, segundo o governo, é aquele fabricado no Brasil, com motor flex, 80% de reciclabilidade e emissão máxima de 83 gramas de CO₂ por quilômetro rodado. Alckmin afirmou que a medida deve ter impacto positivo na redução da poluição.
O vice-presidente também afirmou que veículos mais modernos nas estradas tendem a reduzir acidentes. “Quando se tem tecnologia, é como uma vacina. Isso ajuda a evitar acidentes e mortes”, disse.



