O governo federal lançou nesta 4ª feira (1º.abr.2026), em Brasília, o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia, iniciativa que estabelece diretrizes para ampliar o uso sustentável da biodiversidade na economia brasileira. A proposta integra políticas de produção, inovação, financiamento e conservação ambiental.
Durante a apresentação do plano, a secretária nacional de Bioeconomia do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Carina Pimenta, afirmou que uma das prioridades é estruturar o ecossistema de negócios da chamada sociobioeconomia. Segundo ela, o foco está em empreendimentos liderados por povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares que já utilizam recursos da biodiversidade de forma sustentável.
“Estamos falando de negócios liderados por povos indígenas, por povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares que atuam concretamente nos territórios e já produzem com base no uso sustentável da biodiversidade”, disse.
De acordo com a secretária, muitos desses empreendimentos ainda enfrentam dificuldades para acessar assistência técnica, crédito, mercado e inovação. O plano, segundo ela, busca organizar políticas públicas e instrumentos de apoio para ampliar a participação desses negócios na economia.
“O plano organiza as condições para que esses milhares de empreendimentos espalhados pelo Brasil tenham um papel claro na geração de valor na nossa economia e possam crescer e prosperar”, afirmou.
Pimenta também destacou que a iniciativa estabelece mecanismos para reconhecer e remunerar serviços ambientais prestados por comunidades que atuam na conservação de ecossistemas. Entre as medidas, estão instrumentos de pagamento por serviços ambientais e iniciativas de repartição de benefícios associados ao uso de recursos genéticos.
Além disso, o PNDBio inclui ações voltadas à conservação e restauração ambiental, ao desenvolvimento da bioindústria e ao aproveitamento de biomassa em cadeias produtivas.
“A bioeconomia não é um conjunto de iniciativas isoladas. É um sistema de desenvolvimento que conecta o território à produção, à indústria e à inovação”, disse.
Segundo a secretária, o plano reúne 8 missões, 21 metas e mais de 180 ações estratégicas, que devem ser implementadas de forma integrada por diferentes áreas do governo. O documento foi elaborado ao longo de 2 anos pela Comissão Nacional de Bioeconomia e contou com a participação de 16 ministérios, além de representantes da academia, do setor privado e da sociedade civil.



