Deputado Paulo Pimenta diz que documentos comprovam que esquema de corrupção se consolidou no governo de Jair Bolsonaro
Congressistas da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na CPMI do INSS entregaram na 4ª feira (8.abr.2026) um relatório alternativo ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
A CPMI analisou o esquema de desvio de aposentadorias do INSS. O relator era o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL). A comissão apresentou ao STF um pedido de prisão preventiva contra 21 investigados. Os crimes apontados incluem corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) disse que o relatório entregue ao STF, que não chegou a ser analisado pela comissão, pede o indiciamento de 130 pessoas e a investigação de outras 71. O documento também já foi apresentado pela bancada a integrantes da Polícia Federal.
“[O relatório paralelo] demonstrou com provas que esse esquema criminoso jamais teria acontecido se não tivesse encontrado as facilidades e cumplicidades que ocorreram dentro do governo de Jair Bolsonaro [PL]”, declarou Pimenta.
“E aos aposentados: o dinheiro está sendo devolvido. Milhões já foram ressarcidos e no que depender do nosso trabalho e do presidente Lula, essa quadrilha liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro nunca mais terá a chance de cometer esses crimes contra os brasileiros e as brasileiras”, disse.
Assista ao vídeo (1min43s):
Em 27 de março, o Partido dos Trabalhadores apresentou um relatório paralelo em uma manobra para obstruir a votação do parecer oficial. O texto alternativo, encabeçado pelo deputado Rogério Correia (PT-MG), amplia o rol de investigados para cerca de 201 nomes e concentra a artilharia política no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O PT disse que houve uma decisão política da presidência da CPMI. Afirmou que o relatório alternativo tinha dados e documentos que comprovam que o esquema de corrupção teve início em 2017, mas se consolidou e se ampliou no governo Bolsonaro.
O partido pediu o indiciamento do ex-presidente, que seria o “cérebro” do esquema para financiar as campanhas do ex-ministro da Previdência Onyx Lorenzoni (PP-RS) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O pré-candidato à Presidência e senador Flávio aparece na lista de indiciamentos por lavagem de dinheiro.
Leia mais:




