Gilmar volta a defender Lewandowski

Segundo ministro do STF, a gestão de Lewandowski buscou conciliar o enfrentamento ao crime organizado com o respeito ao Estado de Direito

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), voltou a defender neste domingo (11.jan.2026) a atuação de Ricardo Lewandowski enquanto ministro da Justiça e Segurança Pública depois de críticas de partidos congressistas da oposição (leia mais abaixo). O agora ex-ministro pediu demissão do cargo na 5ª feira (8.jan.). 

Segundo o ministro, a gestão de Lewandowski buscou conciliar o enfrentamento ao crime organizado com o respeito ao Estado de Direito. Ele afirmou que o ex-ministro adotou medidas voltadas à eficiência da repressão criminal sem abrir mão das garantias legais e dos direitos individuais.

“A gestão do Ministro Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça oferece um bom exemplo de equilíbrio entre eficiência na repressão e respeito aos direitos individuais. À frente da pasta, o Ministro fortaleceu a Polícia Federal e editou portarias voltadas a assegurar moderação, proporcionalidade e transparência na atuação de seus agentes”, declarou no X. 

Entre os feitos do ministro, Gilmar ressaltou o fortalecimento da Polícia Federal, a criação do Sistema Nacional de Informações Criminais, que integra dados de indiciamentos, denúncias e condenações em uma base nacional e a implementação do Protocolo Nacional de Reconhecimento de Pessoas, destinado a padronizar procedimentos e reduzir erros na identificação criminal.

O ministro do STF também mencionou as diretrizes para o uso de câmeras corporais por agentes de segurança, publicadas em 2024, destacando que a medida amplia a transparência das abordagens policiais e oferece proteção institucional aos próprios agentes.

Mais cedo, o advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado para uma vaga no STF, também se manifestou sobre a gestão de Lewandowski. “Sua trajetória foi marcada por um compromisso inabalável com a ética, a transparência e a defesa dos direitos fundamentais, sempre com um olhar atento às necessidades dos mais vulneráveis”, afirmou em seu perfil oficial no X na 6ª feira (9.jan).

CRÍTICAS DA OPOSIÇÃO

Gilmar Mendes saiu em defesa do ex-ministro da Justiça e ministro aposentado do STF após críticas da oposição.

O Novo afirmou que Lewandowski deixou “um país mais injusto do que quando assumiu”.

A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) declarou que o legado de Lewandowski é o “crime organizado mais forte, mais ousado e mais armado no Brasil”.

O deputado Giovani Cherini (PL-RS) também fez críticas a Lewandowski. Em seu perfil oficial no X, afirmou que o ex-ministro, em sua carta de demissão, reconheceu enfrentar limitações políticas e orçamentárias durante sua gestão. Classificou isso como “retrato do caos da esquerda, enquanto o país afunda na criminalidade”.


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