MARCOS LINHARES: “A ética é inegociável na comunicação”

Por Paula Rocha

BRASÍLIA – Marcos Linhares, um profissional multifacetado da comunicação, define sua trajetória não apenas por cargos, mas por valores. Nascido no Maranhão e radicado em Brasília, ele se vê como um semeador da não violência, utilizando os livros e a comunicação como ferramentas para o bem. Nesta entrevista exclusiva, Linhares aborda o desafio de manter a qualidade e a verdade no ambiente digital e revela seus projetos futuros na literatura e na dublagem.

O PERFIL PESSOAL E A VOCAÇÃO
Para além do papel profissional, quem é o Marcos Linhares no plano pessoal?

Marcos Linhares (ML): Um cidadão que ama a vida, as pessoas, os livros e a oportunidade de semear a não violência. Creio que a cultura nos salva e os livros são um grande instrumento de busca de sabedoria.

Em que momento você percebeu que a comunicação seria sua carreira?

ML: Demorou. Todos sabiam que eu seguiria a profissão de meu pai, menos eu. Eu fazia o jornalzinho da escola, “Sementes do Amanhã”, aos 10 anos de idade e nem me dava conta. Acordei para a profissão por volta dos 24 anos e desde então não consigo me ver fazendo outra coisa.

Qual projeto ou área mais o representa hoje em sua trajetória?

ML: O binômio livros e assessoria mais me representa. Já fui repórter, âncora, diretor de redação, mas meus livros e o trabalho como assessor de imprensa são uma marca indelével em minha jornada.

ÉTICA NO UNIVERSO DIGITAL
O que o motivou a levar sua trajetória para o Instagram e o universo digital?

ML: Estou no universo digital para acompanhar o movimento do mundo e desses tempos líquidos, mas não por concordar com ele. Em minhas redes, mando eu. Publico o que quero, sem me preocupar com seguidores e likes. Se alguém ultrapassar o limite do respeito, eu apago o post ou bloqueio.

Como você administra a pressão por constância e qualidade na comunicação atual?

ML: É normal. A área é dura, predadora. Quem está nela tem que repensar e se reconstruir o tempo todo, pois a comunicação, com o recrudescimento das fake news e da pós-verdade, tornou-se um campo insólito e ainda mais necessário.

Qual é o princípio inegociável na seleção de seus projetos?

ML: Só não aceito fabricar mentiras, escrever fake news e comportamento antiético. Isso é inegociável.

“Ética, verdade e respeito. Esse tripé é fundamental.”

PROPÓSITO E IMPACTO SOCIAL
Qual o propósito central de sua presença nas plataformas?

ML: Como sou inquieto, busco inquietar, com reflexões que creio necessárias. Gosto de gente e de falar sobre o que se passa ao redor.

Você usa seu espaço para combater ativamente a violência doméstica. Qual a origem desse engajamento?

ML: Feminicídio e violência doméstica são problemas de todos nós. Meu pai bebia e batia na minha mãe, infelizmente conheço essa realidade desde muito cedo. Essa mensagem tem que chegar nos meninos para combater o suposto desvalor das mulheres. Precisamos de reação e indignação no mundo.

Sua relação com o público já transformou algo na sua forma de comunicar?

ML: Sim. A linguagem. Temos que vigiar o modo como nos comunicamos. Ruídos criam muitos problemas.

VISÃO DE FUTURO

Se pudesse dar um conselho ao Marcos do início da carreira, qual seria?

ML: Fale menos e ouça mais.

Quais são suas ambições para os próximos anos?

ML: Continuar fazendo o que acredito, honrando os valores que carrego. Também estou na área da dublagem e aguardo o momento de dublar um desenho animado e um “dorama”. Quero ainda escrever uma série policial, um longa-metragem, uma novela e os 9 livros que estão começados.

Como você acredita que o ecossistema digital da comunicação vai evoluir?

ML: Acho que se caminha para menos texto e consequentemente menos conteúdo de qualidade. Pretendo continuar vivendo uma revolução por dia, com mais estudo e atualização, sem perder a essência.

Como você define “sucesso” hoje?

ML: Sucesso é relativo. Se você fizer algo que te faz bem e for remunerado por isso, já está no caminho. Conheço gente que é tão pobre, que só tem o dinheiro. Dinheiro é um meio, não um fim.

O LADO INUSITADO: AS CURIOSIDADES DE LINHARES
Para fechar a entrevista, Marcos Linhares compartilha alguns fatos sobre sua vida fora do ambiente profissional:

Leitor Assíduo: Leio uma média de 10 livros ao mesmo tempo.

Viajante: Estive em mais de 40 países e tive experiências incríveis na China.

Inusitado: Não sei andar de bicicleta (na infância fiquei muito nos livros).

Música: Estou me aventurando em escrever canções de forró, samba e rock.

Espiritualidade: Sou psicógrafo.

*Gentilmente cedido por diariodoentorno.com.br

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