O rapper mostrou indignação com a violência no Rio e afirmou que os principais alvos são trabalhadores e pais de família
Oruam decidiu se manifestar sobre a onda de assaltos no Rio de Janeiro. Em suas redes sociais, o rapper demonstrou indignação com a violência na cidade, destacando que os principais alvos acabam sendo trabalhadores e pais de família. O cantor afirmou, ainda, que esse tipo de crime “mancha a favela” e que as consequências acabam recaindo sobre pessoas honestas que vêm da periferia.
Visivelmente indignado, Oruam criticou a violência e fez um apelo direto a quem tem cometido os crimes: “Papo vai pro menor do roubo, que está roubando o Rio de Janeiro todo aí. Pega a visão, mano”, iniciou. “Vocês estão fazendo feião, mano. Estão roubando vários trabalhadores na rua. Então, trabalhador na rua, mano, pai de família, vocês estão matando trabalhadores por causa de uma moto, mano”, disparou.
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Oruam se manifestou sobre onda de assaltos no RJCrédito: Victor Chapetta/AgNews

Oruam se manifestou sobre onda de assaltos no RJCrédito: Natália Rampinelli/Agnews

Oruam se manifestou sobre onda de assaltos no RJCrédito: Reprodução Instagram @reserva.oruam

Oruam se manifestou sobre onda de assaltos no RJCrédito: Reprodução Record TV
Durante o desabafo, o rapper afirmou que esse tipo de violência acaba recaindo injustamente sobre moradores da favela e artistas que retratam essa realidade. “E o bagulho está vindo, a responsabilidade está caindo pra mim, mano. Está caindo pra nós que somos artistas, mano, que cantam a realidade da favela, mano. Vocês estão fazendo feião, tropa. Pega a visão, feião, mano”, declarou.
O cantor também ressaltou que a criminalidade não escolhe vítimas e atinge, inclusive, pessoas próximas a ele. Oruam citou os amigos Chefin e PV, que também são artistas e foram assaltados recentemente: “Roubaram o chefinho ontem, mano. Maior cordãozão de ouro do chefinho, mano. Roubaram o PV”, lamentou.
Em outro momento, o rapper reforçou que não compactua com a violência e destacou a importância dos trabalhadores, que segundo ele estão sempre presentes quando a população precisa. “Tu acha que eu sou conivente com isso, mano? Qual é, mano? As pessoas inocentes, trabalhadores, pais de família, quando a gente precisa, quem ajuda são os motoboys. Que isso, mano?”.
Ao final do desabafo, o cantor fez um apelo direto para que os responsáveis repensem suas atitudes, reforçando que a criminalidade prejudica a própria comunidade e contribui para a marginalização da favela: “Vagabundo das favelas, você tá tipo assim, botar a cabeça no lugar, mano. Pelo amor de Deus, mano. Bagulho é feio, mano. Mancha mesmo nós da favela. Pegou a visão?”, encerrou.




