Entenda como o Corinthians avançou para encerrar o transfer ban imposto pela Fifa

Acordo com clube mexicano e reorganização de dívidas colocam o Timão perto de regularizar registros

O Corinthians deu um passo relevante para encerrar o transfer ban imposto pela Fifa que impede o clube de registrar novos atletas. Após negociações recentes, a diretoria alvinegra encaminhou um acordo com o Santos Laguna, do México, responsável pela principal condenação que resultou na punição aplicada pela entidade máxima do futebol.

Segundo apuração da ESPN, o valor acordado entre as partes é de US$ 6,2 milhões, o equivalente a cerca de R$ 33,4 milhões, montante que deve ser quitado de forma integral ainda nesta semana. O pagamento é considerado decisivo para que o Corinthians consiga retirar o bloqueio vigente.

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Foto: Sahagian/Vasco da Gama

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Fotos: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Memphis Depay e Yuri Alberto, atacantes do CorinthiansFotos: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Reprodução/x: @corinthians

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A origem da punição aplicada pela Fifa

O transfer ban foi imposto após o Corinthians ser condenado a pagar US$ 6,14 milhões ao Santos Laguna, acrescidos de multa de 15% sobre os valores em aberto e juros de mora de 18% ao ano. Com esses encargos, a diretoria trabalhava inicialmente com a possibilidade de desembolsar cerca de R$ 40 milhões para resolver a pendência.

Nas tratativas conduzidas nos últimos dias, porém, o clube conseguiu reduzir o valor final da cobrança, chegando a um acordo considerado mais vantajoso do ponto de vista financeiro e que viabiliza o encerramento do processo.

De onde vem o dinheiro para quitar a dívida

Para viabilizar o pagamento, o Corinthians conta com recursos provenientes de um empréstimo de aproximadamente R$ 70 milhões acertado com a Liga Forte União (LFU). O acordo prevê que os valores sejam pagos diretamente a partir das cotas de 2026, com juros atrelados à taxa CDI+3, atualmente em torno de 17,9%.

A expectativa interna é de que, com a quitação dessa pendência, o clube consiga derrubar oficialmente o transfer ban e retomar a possibilidade de registrar atletas.

Outras condenações na Fifa e na Corte Arbitral do Esporte

Além da dívida com o Santos Laguna, o Corinthians também foi condenado a pagar integralmente o contrato do meia Matías Rojas, decisão que já foi executada nesta semana. Das seis condenações sofridas pelo clube na Fifa por problemas de pagamento, duas já foram ratificadas pela Corte Arbitral do Esporte (CAS).

O Timão ainda aguarda decisões do CAS em relação a outros quatro casos envolvendo os jogadores Rodrigo Garro, Maycon, José Martínez e Charles, que seguem em tramitação.

Regularização paralela na CBF

Enquanto negocia o fim do bloqueio internacional, o Corinthians também avançou na regularização de pendências no cenário nacional. Na última terça-feira (6/1), a diretoria liderada por Osmar Stábile antecipou o pagamento de R$ 7,2 milhões ao CRND, valor que venceria apenas no dia 17 e corresponde à terceira de 24 parcelas acordadas.

A medida foi descrita à reportagem como uma forma de demonstrar à entidade que o clube “tem atuado de forma diferente e com responsabilidade” em relação aos compromissos assumidos. As dívidas do Corinthians no CRND somam R$ 75 milhões, com proposta de quitação em seis anos, por meio de parcelas trimestrais.

Detalhamento das principais dívidas nacionais

Entre os maiores débitos do clube está a dívida com o Cuiabá, originada na contratação do volante Raniele, que antes do início dos pagamentos superava R$ 18 milhões, já com honorários incluídos.

O Corinthians também acumula cerca de R$ 22 milhões em dívidas com a Link Assessoria, do empresário André Cury, além de R$ 13 milhões com o ex-meia Jadson. O zagueiro Balbuena tinha R$ 4,2 milhões a receber, enquanto a Think Ball, do empresário Marcelo Robalinho, cobra R$ 3,5 milhões, seguida pelo agente José Parrales, com R$ 2,5 milhões.

Completam a lista débitos com Criciúma, Grêmio Osasco, ABC, União Suzano e Sociedade Esportiva Palmeirinha, com valores menores, mas igualmente incluídos no plano de pagamento.

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