Em nova “Dona Beja”, Nikolas Antunes vive capataz marcado pela lealdade e pela transformação

Ator aposta nas nuances para construir um homem simples e essencial na releitura do clássico da dramaturgia, que estreia em fevereiro na HBO Max

A nova versão de “Dona Beja” chega ao público a partir de 2 de fevereiro na HBO Max com a missão de revisitar um dos maiores clássicos da dramaturgia brasileira sob um olhar contemporâneo. Escrita por Daniel Berlinsky e António Barreira, a novela promete uma narrativa intensa, visualmente sofisticada e emocionalmente carregada — e conta com Nikolas Antunes entre os destaques do elenco.

Na trama, o ator vive Clariovaldo Pereira, o Valdo, capataz da fazenda do Coronel Antônio Sampaio (David Junior) e um homem movido por valores muito claros. Leal “como um cão”, ele é o braço direito do patrão e seu melhor, mas terá sua trajetória profundamente impactada pela relação com Maria (Indira Nascimento). É a partir desse vínculo que o personagem começa a se transformar e a deixar sua marca na história.

“Esse projeto representa uma nova fase. Estou muito feliz em iniciar 2026 lançando uma novela tão especial. Às vezes a gente acha que controla os caminhos, mas as coisas simplesmente acontecem”, conta Nikolas, que chegou ao papel depois de testar para outro personagem dentro da trama.

Valdo já havia sido interpretado por Mário Cardoso na versão original exibida pela TV Manchete, em 1986. Agora, Nikolas imprime ao personagem uma construção mais contida e profunda, apostando nas nuances. “Ele é simples, mas complexo. Um homem desprovido de vaidade, muito humano. O Valdo representa uma busca pelo que há de mais essencial nas pessoas, por quem você é quando não está preocupado com o olhar do outro”, reflete o ator.

A preparação para a novela incluiu leitura de mesa, aulas de prosódia e estudos de costumes da época, fundamentais para garantir unidade entre os personagens de uma trama ambientada no século 19, em Araxá. “Novela de época exige um grande acordo entre os atores. É entendendo como o personagem atua no conjunto que você descobre quem ele é”, explica Antunes.

Outro ponto importante da composição foi a relação de Valdo com os cavalos — algo que, para Nikolas, vem de muito antes da carreira artística. “Andar a cavalo é uma grande paixão. Aprendi ainda menino, na roça, muitas vezes sem cela. Então, nesses momentos, eu me divirto mais do que me preparo”, diz. O contato com a natureza, segundo ele, ajuda a encontrar o ritmo e a fisicalidade de um homem do interior do século 19.

Com quase 20 anos de carreira e chegando à oitava novela completa, o ator celebra também os encontros proporcionados por “Dona Beja”. “Reencontrei muitos amigos e fiz outros que hoje estão muito presentes na minha vida. Revisitar um clássico com tanta gente talentosa é uma grande responsabilidade, mas, acima de tudo, foi muito divertido. Sou muito grato por tudo que vivi e aprendi”, afirma.

A nova “Dona Beja” aposta em uma dramaturgia mais enxuta e intensa, iluminando contradições e aprofundando personagens já conhecidos do público. Para Nikolas Antunes, o desafio é também uma oportunidade rara. “Projetos de releitura sempre provocam o ator de um jeito diferente. Dona Beja marcou gerações, e poder viver um personagem tão instigante é um privilégio”, finaliza Nikolas.

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