Agentes financeiros acompanham divulgação de indicadores financeiros e o cenário eleitoral
O dólar comercial fechou aos R$ 5,200 nesta 5ª feira (12.fev.2026), com alta de 0,25%. A moeda norte-americana atingiu R$ 5,155 na mínima e R$ 5,210 na máxima do dia. Às 17h12, o Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), registrava queda de 0,91%, aos 187.869 pontos.
Os agentes financeiros reagem aos dados econômicos do Brasil e EUA. A incerteza geopolítica global também tem provocado um enfraquecimento do dólar. O real tem se beneficiado com este movimento.

No cenário eleitoral, o levantamento divulgado pela Paraná Pesquisas nesta 5ª feira (12.fev.2026) mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) perderia a disputa pelo Planalto para o senador Flávio Bolsonaro (PL) e para os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, e Ratinho Junior (PSD), do Paraná, se as eleições fossem hoje e só dependessem dos eleitores paulistas.
Nesta 5ª feira (12.fev.2026), os Estados Unidos divulgaram que os pedidos de auxílio-desemprego caíram para 227 mil na semana encerrada em 7 de fevereiro, uma redução de 5.000.
Indicadores demonstram que a atividade econômica do Brasil perdeu tração em 2025. A produção industrial nacional subiu só 0,6% no ano passado depois de ter uma taxa de expansão de 3,1% em 2024. O setor de serviços teve alta de 2,8%, ante 3,1% do ano anterior.
Os dados do corroboram as expectativas de desaquecimento econômico. O BC (Banco Central) implementou um ciclo de reajustes na taxa básica, a Selic, que iniciou em agosto de 2024 e terminou um junho de 2025. No período, o juro-base aumentou de 10,5% para 15% ao ano.
O Banco Central subiu os juros para controlar a inflação, que ficou acima do intervalo permitido em 22 dos 36 meses do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de janeiro de 2023 a janeiro de 2026.
O Copom (Comitê de Política Monetária) sinalizou na última reunião, em janeiro, que deverá reduzir a taxa Selic no próximo encontro, em março. Economistas ainda avaliam se o início de corte de juros começará com uma redução de 0,25 ponto percentual ou de 0,5 ponto comercial.
O IBGE divulgará em 3 de março os dados do PIB (Produto Interno Bruto). Em 2024, a economia brasileira cresceu 3,4%. A mediana das estimativas dos agentes financeiros indica que a alta será 2,27%, a menor taxa de expansão desde 2020, o 1º ano da pandemia de covid-19.
Leonardo Costa, economista da instituição financeira ASA, disse que os dados econômicos indicam moderação ainda gradual, com ritmo de crescimento mais fraco no último trimestre de 2025.
“A despeito do aumento da incerteza geopolítica global, o ambiente externo tem sido favorável ao Brasil, com a valorização do real e o aumento do apetite externo por ativos domésticos. Entre os riscos, o principal segue sendo o risco eleitoral, com potencial de aumentar a volatilidade doméstica ao final de 2026, ainda que não esteja sendo o quadro deste início do ano”, declarou.
Para o economista, o Banco Central deve reduzir a taxa básica em 0,50 ponto percentual. Revisou. Antes, projetava um corte de 0,25 ponto percentual. “A taxa terminal da Selic é projetada em 12% para o final de 2026 e 2027. Em comunicados e falas recentes, o Banco Central tem indicado um ritmo de corte mais forte nesse começo de ciclo”, disse.
BANCO MASTER
Os investidores também acompanham os desdobramentos do caso do Banco Master. Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) se reunem no gabinete da presidência do Tribunal nesta 5ª feira (12.fev.2026), para que o ministro Luiz Edson Fachin informe aos demais sobre o relatório da PF (Polícia Federal) nas investigações sobre as fraudes na instituição financeira.
O encontro acontece às 16h, será fechado e servirá para que os demais ministros também tomem conhecimento sobre a resposta do ministro Dias Toffoli à PF. Todos os 10 ministros foram convocados, inclusive André Mendonça e Luiz Fux —que participaram por videoconferência.



