Cuba sofre apagão total e deixa 10 milhões sem energia

Colapso da rede vem em meio a sanções de Trump ao petróleo cubano; crise energética e escassez de alimentos ampliam tensão

A operadora do sistema elétrico de Cuba informou nesta 2ª feira (16.mar.2026) que a rede nacional sofreu um colapso total, deixando cerca de 10 milhões de pessoas sem fornecimento de energia elétrica. O apagão ocorre enquanto os Estados Unidos impõem restrições ao fornecimento de petróleo para o país.

A operadora da rede elétrica UNE divulgou em suas redes sociais que investiga as causas da interrupção. Esta é a mais recente de uma série de falhas generalizadas que se prolongam por horas ou dias. No sábado (14.mar), as interrupções provocaram um protesto violento, evento raro no país governado pelo Partido Comunista. Manifestantes invadiram um escritório do Partido Comunista na cidade de Morón, região central de Cuba. 

Segundo a nota da UNE, o SEN (Sistema Elétrico Nacional) cubano enfrentava um déficit de capacidade que afetou o fornecimento durante 24 horas no dia anterior ao colapso. A interrupção começou no domingo (15.mar.2026) e continuou até as primeiras horas da 2ª feira.

No domingo, às 19h20, o déficit atingiu 1.891 MW. O valor superou o planejado porque a demanda foi maior do que a prevista.

Diversas unidades de centrais termoelétricas estão fora de operação: a Unidade 5 da CTE de Mariel, as Unidades 2 e 3 da CTE de Santa Cruz, a Unidade 2 da CTE de Felton e as Unidades 3 e 6 da CTE de Antonio Maceo estão em detalhamento. A Unidade 6 da CTE Mariel, a Unidade 5 da CTE Nuevitas e a Unidade 4 da CTE Carlos Manuel de Céspedes, em Cienfuegos, estão em manutenção. As limitações na geração térmica somam 492 MW fora de serviço.

O apagão ocorre em meio a restrições impostas pelos Estados Unidos ao fornecimento de petróleo para Cuba. A operadora UNE não divulgou as causas específicas do colapso total da rede elétrica e informou apenas que investiga as razões da interrupção.

Os Estados Unidos intensificaram as sanções contra Cuba desde janeiro de 2026. O presidente norte-americano Donald Trump (Partido Republicano) cortou as remessas de petróleo venezuelano para Cuba e ameaçou impor tarifas a qualquer país que vendesse petróleo para a ilha. As medidas aumentam a pressão sobre uma economia que já enfrentava dificuldades.

O governo de Cuba confirmou que iniciou conversas com Washington na 6ª feira (13.mar.2026) para tentar neutralizar a crise. Nas últimas semanas, Trump fez uma série de declarações afirmando que Cuba está à beira do colapso e ansiosa para fazer um acordo com os Estados Unidos.


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