Informação é do ministro das Relações Exteriores sul-coreano; conflito no Irã está no 7º dia
O ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Cho Hyun, disse nesta 6ª feira (6.mar.2026) que está discutindo com os Estados Unidos a possível realocação de mísseis Patriot baseados no país asiático para serem usados na conflito contra o Irã.
O Patriot é um dos sistemas de defesa aérea mais avançados do arsenal norte-americano. É considerado referência em defesa antimísseis terrestre. As informações são da Reuters.
Segundo a agência de notícias, a declaração foi feita quando Cho respondia a perguntas em uma audiência parlamentar. O ministro disse não poder comentar quando questionado se o plano dos EUA era realizar a transferência em breve.
A Coreia do Sul abriga uma importante presença militar dos EUA. De acordo com a Reuters, são cerca de 28.500 soldados e sistemas de defesa antiaérea, incluindo os interceptores de mísseis Patriot.
Nos últimos dias, a imprensa local, citando fontes do governo da Coreia do Sul, declarou que que os sistemas Patriot estavam sendo preparados para serem redistribuídos no Oriente Médio.
Sobre o assunto, as Forças dos EUA na Coreia disseram: “Por razões de segurança operacional, não comentamos sobre a movimentação, realocação ou possível reposicionamento de capacidades ou ativos militares específicos”.
ATAQUES AO IRÃ
Os EUA e Israel lançaram a operação militar conjunta contra o Irã no sábado (28.fev). No anúncio do início da campanha militar, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou que o objetivo era pôr fim ao programa nuclear do regime persa e atuar em defesa dos norte-americanos. Trump também disse que a “a hora da liberdade” dos iranianos estava próxima.
Mais tarde, Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (Likud, direita), confirmaram a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, de 86 anos, em 1 dos ataques realizados na manhã de sábado (28.fev) em Teerã. Posteriormente, o governo iraniano corroborou a informação e decretou 40 dias de luto oficial.
Desde o início do conflito, o Irã já atacou ao menos 14 países em retaliação à morte de Khamenei, incluindo vizinhos árabes aliados dos EUA como Arábia Saudita, Emirados Árabes, Qatar, Bahrein e Kuwait.
ESCALADA NA TENSÃO
O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.
Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.
No discurso do Estado da União, em 24 de fevereiro, Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.
As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.
Uma autoridade sênior do Irã havia dito à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.
Leia mais:




