A pequena, de quatro anos, sofre de dores de cabeça por enxaqueca que nem a mãe
Nesta semana a influenciadora Virgínia Fonseca revelou nas redes sociais que a filha, Maria Alice, de 4 anos, sente dor de cabeça ao consumir chocolate preto. Diante disso, recomendou a substituição pela versão branca. A adoção de mudanças alimentares, com a retirada de alimentos estimulantes, é uma das principais orientações para pessoas que, assim como Virgínia, convivem com a enxaqueca. O portal LeoDias te explica o porquê da substituição.
A orientação faz parte de um protocolo de tratamento contra enxaqueca, em que é orientado a substituição do chocolate preto pelo branco. “Os chocolates escuros são produzidos a partir do cacau, que contém cafeína e teobromina, dois estimulantes que deixam ainda mais em alerta o cérebro já hiperexcitado naturalmente na pessoa com enxaqueca. Por ser um alimento estimulante, o chocolate escuro pode ser um gatilho para as crises de enxaqueca como também pode colaborar para a cronificação da doença, aumentando a frequência, a intensidade e a duração das crises. Diferente da versão branca, que não contém essas substâncias estimulantes ”, detalha a neurologista Thais Villa.
Veja as fotos

Virginia Fonseca e Maria FlorFoto: Reprodução/Instagram @virginia

Filhos de Virginia Fonseca usam camisetas com foto da mãe em ensaio da Grande RioReprodução / @virginia

Filhos de Virginia Fonseca usam camisetas com foto da mãe em ensaio da Grande RioReprodução / @virginia

Especialista explica a relação entre chocolate e dores de cabeçaFoto/Pexels
Segundo a médica, a enxaqueca é uma doença de causa hereditária e sem cura. Porém, é possível levar uma vida livre de dores com o acompanhamento especializado que alia mudanças no estilo de vida com intervenções modernas, como o uso da toxina botulínica e medicamentos anti-CGRP (anticorpos monoclonais, usados para prevenir enxaquecas ao bloquear o Peptídeo Relacionado ao Gene da Calcitonina).
Por ser uma doença genética multifatorial, em que diversos genes combinados com fatores ambientais aumentam o risco de desenvolvimento da doença, a enxaqueca tende a se repetir na família. “Se um dos pais sofre de enxaqueca, o filho tem 50% de chance de também ter a condição”, alerta a neurologista.
“Por isso o acesso à informação correta e especializada é fundamental. Pais que já seguem os protocolos do tratamento integrado e recuperaram a qualidade de vida estão munidos das ferramentas necessárias para ajudar os filhos a controlar a enxaqueca desde cedo, evitando gatilhos e sem sofrer com os inúmeros sintomas que a doença faz acontecer. E, principalmente, livre de dores, como a vida deve ser!”, completa Villa.



