Unidades são capazes de operar em matilhas junto com soldados humanos e carregar até 25 kg de equipamento mantendo agilidade
O PLA (Exército de Libertação Popular) –nome dado às Forças Armadas da China– apresentou nesta 5ª feira (26.mar.2026) sua nova unidade de “lobos robôs”, desenvolvidos para cenários de guerra urbana e com capacidade de realizar atividades de reconhecimento, suporte e ataque.
As unidades podem ser equipadas com armas, lança-granadas e pequenos mísseis. Suportam um peso de até 25 kg e são capazes de se movimentar em superfícies irregulares a uma velocidade de 15 km/hora. Mesmo com carga máxima, superam obstáculos com altura de até 30 cm. Ante a geração anterior, os novos “lobos robôs” têm mais estabilidade e mobilidade.
A ideia é que operem em matilhas –sem um limite específico de quantidade– junto a um líder humano que comanda as instruções das unidades a partir de um capacete inteligente.
Os “lobos robôs” são totalmente autônomos, mas necessitam de autorização do humano em operação para entrar em combate.
Assista (3min23s):
China’s next-gen #robotic “wolf pack” shows major stability upgrades: Faster over rough terrain, hitting speeds of up to 15 km/h across cities, ruins, and beaches.
With 12-DOF joints, it mimics real wolves for agile movement and adaptive gait switching. It can also carry 25 kg… https://t.co/rs2wlQxxv0 pic.twitter.com/U7xcg0NE1n
— Bridging News (@BridgingNews_) March 26, 2026
Um exemplo de atuação em um cenário de guerra urbana é na entrada de tropas em uma casa ou rua estreita. Por se tratar de uma situação de alto risco para um soldado, o robô pode justamente tomar esse papel de reconhecimento do território –casa, apartamento, viela– e de combate em espaços limitados contra uma eventual 1ª linha de resistência.
As unidades são equipadas com câmeras, radar, imagens térmicas e sensores acústicos, que permitem a coleta de dados em tempo real e uma visão tridimensional do campo de batalha.
Os “lobos robôs” foram desenvolvidos pelo Instituto de Pesquisa de Automação, do Grupo de Indústrias do Sul da China, e já estão em estágio de produção em massa.
SISTEMA DE LASERS ANTIDRONES
No mesmo dia, o PLA apresentou 2 novos tipos de armas a laser anti-drone. Um dos equipamentos, o Flecha Leve-11E é capaz de produzir feixes de energia de alta densidade a quilômetros de distância para penetrar estruturas de drones e destruir circuitos internos ou sistemas de propulsão em segundos.
Já o Flecha Leve-21A utiliza energia laser para desativar com precisão componentes-chave, cegando efetivamente os drones e interrompendo suas funções de reconhecimento e transmissão de dados.
Segundo a mídia chinesa, os equipamentos foram bem-sucedidos em testes contra drones que voavam de 50 a 80 metros de altura dentro de pontos cegos de sistemas de radar mais convencionais.
Os equipamentos chineses ainda não são efetivos contra drones de fibra óptica –capazes de transmitir dados e vídeo em tempo real por meio de conexões físicas. Esses modelos são resistentes a interferências eletrônicas e exigem destruição física.




