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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apresentou, nesta segunda-feira (24/11), o novo calendário do futebol feminino nacional, que passa a valer a partir da temporada 2026. A reformulação amplia o número de clubes, datas e partidas nas Séries A1, A2 e A3 do Campeonato Brasileiro, além da Copa do Brasil Feminina com formato mais robusto e cotas elevadas. O projeto é considerado um marco estrutural da gestão de Samir Xaud, presidente da entidade, e foi construído em diálogo com federações, clubes, atletas e especialistas.
Para o Distrito Federal, as mudanças afetam diretamente os três representantes locais no cenário nacional: o Real Brasília, que seguirá na elite da Série A1 do Brasileirão Feminino; o Minas Brasília, na Série A2; e o Cresspom, integrante da Série A3. O novo modelo aumenta o calendário de jogos, garante cotas maiores e amplia as oportunidades de acesso, consolidando o futebol feminino candango em todas as divisões.
“Assim como fizemos no futebol masculino, passamos meses ouvindo especialistas, clubes e jogadoras. Chegamos a um modelo que coloca o futebol feminino onde ele merece estar, com mais clubes, mais jogos e mais visibilidade”, afirmou Samir Xaud, destacando a reestruturação como estratégica diante da Copa do Mundo de 2027, sediada no Brasil, com partidas previstas para o Distrito Federal.
A principal novidade é o crescimento no volume de partidas e na cobertura financeira: serão R$ 685 milhões investidos no novo ciclo, com aumento de 41% em datas, 84% em jogos e 69% nas vagas nacionais. A Série A1 passará a contar com 18 clubes, a A2 terá 21 datas e a A3, 14, todas com reajuste nas cotas de participação. Além disso, a Copa do Brasil Feminina, agora com 66 equipes, será disputada entre abril e novembro, com premiação dobrada em relação ao formato de 2025.

A gerente de competições femininas da CBF, Aline Pellegrino, destacou o caráter participativo da construção do novo calendário. “Queríamos que os clubes se sentissem representados, que percebessem o cuidado e o carinho na elaboração. O objetivo é claro: que as equipes joguem mais, e em melhores condições”, afirmou.
Outro avanço inédito é o apoio oficial às atletas mães e lactantes. As atletas poderão levar os filhos pequenos em viagens com todos os custos pagos pela CBF. A medida se soma a novos incentivos para categorias de base, dos campeonatos Sub-14 ao Sub-20, dentro do programa CBF Transforma, ampliando o desenvolvimento técnico e social da modalidade. A Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF) utilizou o apoio no Campeonato Candango Feminino Sub-17, por exemplo.
A nova estrutura coloca o futebol feminino brasileiro em linha com os calendários da Conmebol e da Fifa, garantindo previsibilidade, aumento de receitas e melhores condições logísticas para os clubes. Para Real Brasília, Minas Brasília e Cresspom, o desafio, agora, será aproveitar o novo formato para fortalecer os projetos e manter o protagonismo do Distrito Federal no cenário nacional.
Principais mudanças
Série A1: 18 clubes, 23 datas, cotas de R$ 720 mil por clube, com um acréscimo de R$ 20 mil por partida transmitida pelo detentor nacional;
Série A2: 16 clubes, 21 datas, cotas reajustadas para R$ 360 mil na primeira fase;
Série A3: 32 clubes, 14 datas, cotas de R$ 120 mil na primeira fase;
Copa do Brasil Feminina: 66 equipes, 72 jogos, premiação dobrada;
Apoio às atletas mães: viagens custeadas pela CBF;
Investimento total: R$ 685 milhões em todas as competições.
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