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A Copa do Brasil 2026 está oficialmente desenhada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), com tabela básica no papel, regulamento definido e datas-base publicadas. A partir de 18 de fevereiro, o país mergulha na disputa que mais embaralha hierarquias, derruba gigantes e abre portas para times emergentes. Brasília entra no mapa desde o pontapé inicial: o Gama estreia na primeira fase, enquanto Capital e Ceilândia aguardam entrada na etapa seguinte, e o DF concorre para ser sede da grande decisão de 6 de dezembro.
A largada do torneio reúne 28 clubes piores ranqueados em um recorte adaptado do Ranking Nacional de Clubes (RNC) da CBF, que terá impacto ampliado nas temporadas seguintes. Nas quatro primeiras fases, serão confrontos diretos, sempre em 90 minutos: venceu, segue; empatou, pênaltis. Nessa peneira inicial, o Gama tenta colocar o DF logo no mapa de classificação e garantir vaga em meio aos 14 sobreviventes que avançam para a fase seguinte.
Quando a chave vira para a segunda fase, o afunilamento ganha musculatura. Os 14 classificados recebem companhia de 72 clubes melhor posicionados, entre eles Capital e Ceilândia, consolidando a participação candanga na primeira metade do calendário. Ainda em jogo único, essa etapa abre a perspectiva para zebras, deslocamentos longos e cruzamentos inéditos em um país continental. A partir daí, o mapa começa a se reorganizar com linhas de força mais reconhecíveis.
A terceira e a quarta fases mantêm intensidade e formato enxuto: 48 times na terceira (inclusos quatro campeões regionais da Copa Verde, Copa do Nordeste, Série C e Série D do Brasileirão) e 24 sobreviventes na quarta, todos ainda decidindo vaga em uma tacada só. É um sprint silencioso, onde erros simples custam temporada inteira e onde clubes do DF podem, historicamente, encontrar atalhos rumo à vitrine nacional.
O torneio muda de pele na quinta fase. Entram finalmente os gigantes: os clubes da Série A do Brasileirão, somados aos 12 classificados anteriores, agora com jogos de ida e volta. É o início da era dos detalhes finos, quando banco, logística e calendário começam a pesar tanto quanto a bola no gramado. Dali em diante, o funil segue seu desenho tradicional: oitavas (16 times), quartas, semifinais e a aguardada decisão.
O encerramento, porém, quebra completamente a rotina recente: a final será disputada em jogo único em 6 de dezembro, com palco e mandos definidos pela CBF. O Estádio Nacional Mané Garrincha e Brasília aparecem entre os candidatos à sede, o que, caso confirmado, transformaria a capital em linha de chegada do futebol brasileiro em 2026. Neste ano, a cidade também receberá a Supercopa do Brasil, entre Flamengo e Corinthians, em 1º de fevereiro.
Formato detalhado
1ª fase – jogo único
• 28 clubes piores ranqueados (inclui Gama)
• 18 e 19 de fevereiro
2ª fase – jogo único
• 72 melhores ranqueados + 14 classificados (inclui Capital e Ceilândia)
• 25 e 26 de fevereiro; 4 e 5 de março
3ª fase – jogo único
• 44 classificados + 4 campeões da Copa do Nordeste
• 11 e 12 de março
4ª fase – jogo único
• 24 classificados
• 18 e 19 de março
5ª fase – (ida e volta)
• Clubes da Série A + 12 classificados
• 22 e 23 de abril (ida)
• 13 e 14 de maio (volta)
Oitavas de final
• 1º ou 2 de agosto (ida)
• 5 ou 6 de agosto (volta)
Quartas de final
• 26 e 27 de agosto (ida)
• 2 e 3 de setembro (volta)
Semifinais
• 1º de novembro (ida)
• 8 de novembro (volta)
Final – jogo único
• 6 de dezembro
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