Caso Henay Amorim: empresário forja acidente de carro após agredir e deixar esposa desacordada

Segundo a polícia, o empresário Alison de Araújo Mesquita, que confessou o crime, simulou a batida após agredir a namorada

Atenção: a matéria a seguir traz relatos sensíveis de agressão e/ou abuso sexual e pode ocasionar gatilhos sobre estupro, violência contra a mulher e violência doméstica. Caso você seja vítima deste tipo de violência, ou conheça alguém que passe ou já passou por isso, procure ajuda e denuncie. Ligue para o 180.

Um homem foi preso suspeito de matar a namorada e simular um acidente de trânsito para disfarçar o crime, em Itaúna (MG). Segundo as investigações, Henay Rosa Gonçalves Amorim teria sido agredida pelo marido, Alison de Araújo Mesquita, que jogou o carro propositalmente contra um micro-ônibus. O empresário foi preso e confessou as agressões.

A colisão ocorreu por volta das 6h da manhã de domingo (14/9), e a morte de Henay foi constatada no local do acidente. Posteriormente, o caso passou a ser tratado como suspeita de feminicídio. Isso porque, minutos antes, câmeras do circuito de segurança de um pedágio flagraram a mulher já desacordada.

As câmeras de segurança de uma praça de pedágio registraram a mulher desacordada no banco do motorista.

Divulgação/Policia Civil

Henay aparece imóvel no banco do motorista do veículo, enquanto o marido se esticava para alcançar a atendente e pagar o valor. Sentado no banco do passageiro, Alison de Araújo pilotava o veículo de forma improvisada. Ele teria afirmado que a namorada estava passando mal, e a funcionária sugeriu que eles parassem o veículo a frente para o atendimento.

Apesar de indicar que seguiria o conselho, o empresário arrancou com o carro e seguiu viagem. Ela avisou a um supervisor, que repassou as
imagens a um agente da Polícia Militar. Cerca de 10 minutos depois de passarem no pedágio, o carro invadiu a contramão no km 90 da MG-050 e colidiu com um micro-ônibus. A família teve acesso às imagens do pedágio e acionou a Polícia Civil.

“A atendente estranhou o fato de a vítima estar desacordada no banco do motorista, enquanto o companheiro, no banco do passageiro, conduzia o veículo ao alcançar o volante. Mesmo alertado, ele recusou ajuda e seguiu viagem”, disse o delegado Flávio Destro.

Alison passou a ser tratado como suspeito de feminicídio e investigado. Ele foi preso durante o velório de Henay, em Divinópolis (MG), na segunda-feira (15/12). Alison assumiu ter agredido a companheira dentro do veículo, mas negou que ela já estivesse morta antes da colisão. Ele teria agredido a mulher diversas vezes, batendo a cabeça dela contra o veículo e pressionando o pescoço.

Além das imagens das câmeras de segurança do pedágio, a investigação apontou novos indícios de agressão. O médico-legista Rodolfo Ribeiro, da Polícia Civil, afirmou à imprensa que algumas das lesões encontradas no corpo da vítima eram compatíveis com impactos repetidos da cabeça contra o interior do veículo, além de lesões no pescoço que indicam possível asfixia por constrição manual.

O histórico de violência doméstica do casal ainda é apurado. Segundo o acusado, os dois haviam discutido em uma festa na noite anterior ao acidente. As autoridades já tiveram acesso às câmeras de segurança do apartamento de Alison, em Belo Horizonte, de onde o casal saiu, para saber se as agressões se iniciaram ainda no local. A Polícia Civil aguarda essas imagens e já solicitou novos exames periciais para concluir o caso.

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