Suspensões atingem rotas para Dubai, Doha, Tel Aviv e outras cidades após ataques dos EUA e de Israel ao Irã
Companhias aéreas de vários países seguem com a suspensão de algumas operações no Oriente Médio depois que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã. Segundo o mapa de voos Flightradar24, 5 das principais companhias aéreas da região continuam com redução de voos em relação aos números antes da guerra.
Para efeito de comparação, Air Arabia, Emirates Airlines, Etihad Airways, FlyDubai e Qatar Airways, somadas, registraram 2.056 voos no dia 24 de fevereiro, ante 724 na 5ª feira (12.mar).
Transportadoras de diferentes países anunciaram cancelamentos ou suspensões de rotas. Eis a situação nesta 6ª feira (13.mar):
- Ethiopian Airlines – A última atualização é da manhã de 2 de março. A empresa confirma que voos de e para Amã, Beirute, Bahrein, Tel Aviv, Doha, Kuwait, Dubai, Sharjah, Abu Dhabi e Damã continuam cancelados até novo aviso;
- Royal Air Maroc – A companhia marroquina publicou na 2ª feira (9.mar) que as rotas envolvendo Dubai e Doha estão canceladas até domingo (15.mar);
- Turkish Airlines – A empresa mantém a permissão para que clientes com passagens compradas para rotas envolvendo Bahrein, Irã, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Qatar, Arábia Saudita, Síria e Emirados Árabes Unidos antes de 28 de fevereiro de 2026 alterem gratuitamente as datas ou peçam reembolso. A medida vale para voos até 31 de março e pode ser acionada até 10 de maio. A companhia também anunciou que passageiros com passaporte do Irã estão impedidos de entrar no Azerbaijão;
- Etihad Airways – A empresa confirmou voos para diversas cidades da Ásia, Oceania, Europa e América do Norte a partir de Abu Dhabi de 6 de março até o dia 19 deste mês. Todas as outras rotas comerciais estão canceladas, e neste caso, os passageiros que compraram as passagens antes do dia 28 de fevereiro com datas até 21 de março podem reagendar ou pedir reembolso até 15 de maio;
- Emirates Airlines – A companhia informou que seus voos de e para Dubai estão limitados. Pediu que os passageiros só se desloquem ao aeroporto se tiverem recebido notificação. Os clientes podem remarcar voo alternativo até 31 de março ou solicitar reembolso;
- FlyDubai – A companhia permite aos passageiros alterarem as suas rotas para viagens até 31 de março sem cobrança de tarifas adicionais;
- Qatar Airways – A companhia informou que mantém temporariamente suspensas as operações. A empresa disse que retomará a atividade completa quando as autoridades considerarem seguro reabrir o espaço aéreo do país. Enquanto isso, a Qatar Airways conseguiu autorização para realizar diversas rotas, já fez algumas e tem outras programadas para cidades de todos os continentes, inclusive São Paulo;
- Air Arabia – A companhia árabe retomou em 6 de março rotas limitadas para alguns países da Ásia, África e Europa até 22 de março;
- Air India – A companhia acrescentou embarques extras e teve 78 voos entre a Índia e o Oriente Médio na 5ª feira (12.mar), envolvendo Emirados Árabes Unidos, Omã e Arábia Saudita. As rotas para as outras regiões operam normalmente;
- Lufthansa – O grupo informou que suspendeu voos para Dubai, Abu Dhabi, Damã, Amã e Erbial até 15 de março; para Beirute até 28 de março; para Tel Aviv até 2 de abril; e para Teerã até 30 de abril. Rotas para Jeddah e Riade estão confirmadas;
- Air France – Cancelou rotas até sábado (14.mar) para Riade e até domingo (15.mar) para Dubai, Tel Aviv e Beirute;
- Wizz Air – A companhia não emitiu novos comunicados. Mas só é possível agendar rotas para Tel Aviv, Doha e Dubai a partir de abril para a maioria dos destinos disponíveis;
- KLM, braço holandês do grupo Air France-KLM – Suspendeu o restante das operações da temporada de inverno (verão no Brasil) de e para Tel Aviv desde 1º de março. Voos de e para Damã, Riyadh e Dubai estão suspensas até 28 de março;
- Oman Air – A companhia programou rotas extras até domingo (15.mar) para Londres, Istambul, Cairo, Roma, Frankfurt, Kuala Lumpur, Bangcoc, Munique, Amsterdã, Paris e Milão. Voos de e para Amã, Dubai, Bahrein, Doha, Damã, Kuwait, Copenhague, Khasab e Bagdá estão cancelados até 22 de março;
- Japan Airlines – Suspendeu voos entre Tóquio e Doha até 22 de março;
- Iberia – A empresa espanhola anunciou o cancelamento das rotas para Doha e Tel Aviv até 15 de março;
- Air Europa – A companhia espanhola cancelou os voos entre Madri e Tel Aviv até 20 de março, e possibilitou aos clientes alterarem datas para passagens compradas até 28 de fevereiro para embarques até 31 de março;
- Malaysia Airlines – A empresa da Malásia retomou no domingo (8.mar) as rotas para Jeddah e Medina, mas os voos de e para Doha estão suspensos até 20 de março;
- British Airways – A empresa britânica anunciou que está impossibilitada de operar voos para Abu Dhabi, Amã, Bahrein, Doha, Dubai e Tel Aviv, e informou que passageiros com passagens até 15 de março podem alterar as rotas até 29 de março. A companhia interrompeu os voos que realizou diariamente partindo de Muscat por causa da baixa demanda, mas que vai rever a decisão regularmente;
- American Airlines – A companhia informou que passageiros com voos de e para Abu Dhabi, Amã, Bahrein, Doha, Dubai, Larnaca e Tel Aviv podem alterar a viagem sem taxa de remarcação. A medida vale para bilhetes comprados até 11 de março, com embarque previsto até 12 de abril. Clientes também têm a opção de cancelar a passagem e solicitar reembolso;
- United Airlines – A companhia informou que passageiros com voos de e para Dubai ou Tel Aviv podem alterar a viagem sem cobrança de taxa de remarcação. A medida vale para bilhetes comprados até 28 de fevereiro, com embarque programado até 19 de abril. Clientes também têm a opção de cancelar a passagem e solicitar reembolso;
- Delta Airlines – A empresa informou que cancelou os voos entre Nova York (JFK) e Tel Aviv até 31 de março e no sentido inverso até 1º de abril, por causa do conflito na região. A rota entre Israel e Atlanta vai ser retomada em agosto. Passageiros afetados podem remarcar a viagem sem taxa ou cancelar a passagem e solicitar reembolso.
ESCALADA NA TENSÃO
O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.
Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.
No discurso do Estado da União, em 24 de fevereiro, Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.
As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.
Uma autoridade sênior do Irã disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.
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