Ministro da Educação deixará o cargo para atuar na campanha do petista “viajando o país”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta 4ª feira (1.abr.2026) que, na sua avaliação, o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), é um líder de alcance nacional. Defendeu que ele amplie sua atuação política pelo país.
Em entrevista à TV Cidade do Ceará, Lula disse que precisa de Camilo “viajando o país”. Afirmou que, ao deixar o ministério e retornar ao Senado, o ex-governador do Ceará terá mais liberdade para se posicionar politicamente.
A saída de Camilo já foi definida pelo governo e deve ocorrer nesta 4ª feira (1.abr). O próprio presidente afirmou que o ministro deixará o cargo para atuar nas articulações eleitorais do PT em 2026. O atual secretário-executivo da pasta, Leonardo Barchini, vai assumir o comando do MEC.
Segundo o presidente, Camilo será um “cabo eleitoral importante” e vai ajudar na construção de novos líderes nacionais dentro do PT. Lula afirmou que o ministro deve ser “utilizado em nível nacional” para ampliar seu reconhecimento junto ao eleitorado e fortalecer o projeto político do partido.
FUTURO DO PT & ELEIÇÕES
A saída de Camilo Santana faz parte de uma estratégia mais ampla do governo para reforçar a atuação política do PT nas eleições de 2026.
Como mostrou o Poder360, Lula tem escalado ministros próximos para atuar diretamente na campanha, como é o caso de Wellington Dias, que também foi chamado para integrar o núcleo político-eleitoral.
A ideia é usar nomes com peso regional –especialmente no Nordeste– para fortalecer palanques estaduais e ampliar a base de apoio do partido no país.
O nome de Camilo é um dos petistas citados, ao lado do ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como possível sucessor de Lula.
Apesar disso, Lula indicou que Camilo quer um cargo eletivo, mas que não gostaria de vê-lo disputando cargos no Ceará nos próximos anos. Disse esperar que o ministro “não invente de ser candidato” no Estado e elogiou o atual governador, Elmano de Freitas (PT), a quem classificou como “um bom candidato”.
O presidente também afirmou ter tido “sorte” ao contar com Haddad e, depois, Camilo no Ministério da Educação. Declarou que a escolha do atual ministro se deu pelos resultados educacionais do Ceará, superiores à média nacional.



