O cenário político para a sucessão presidencial de 2026 sofreu um forte abalo na manhã desta quarta-feira (28). O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, oficializou sua saída do União Brasil para se filiar ao PSD, partido presidido por Gilberto Kassab. Em entrevista exclusiva à CNN, Caiado foi enfático sobre suas intenções: o foco total é impedir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Teremos um candidato competitivo. E estrutura partidária e musculatura política. O objetivo é derrotar o PT”, afirmou o governador.
A movimentação de Caiado não é isolada. O governador gravou um vídeo ao lado de outros dois nomes de peso que também compõem o quadro de pré-candidatos do PSD: Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul).
A estratégia do PSD é clara: construir uma “musculatura” política capaz de romper a polarização entre o PT e o PL. Para isso, a legenda já iniciou diálogos para atrair o MDB e manter as portas abertas com o União Brasil, formando uma aliança de centro-direita que se apresente como a alternativa viável para o eleitorado.
O que diz a carta de saída
Em sua despedida do União Brasil, Caiado manteve o tom diplomático, mas firme. Ele destacou que seu projeto nacional “falou mais alto” e solicitou o apoio da antiga legenda para a disputa de outubro.
Para analistas, a ida de Caiado para o PSD o coloca em uma posição privilegiada de negociação, utilizando a capilaridade do partido de Kassab, que detém o maior número de prefeituras no país, como trampolim para sua campanha ao Planalto.




