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Mais uma vez, Tandara Caixeta voltou a ser punida por doping. Natural do Distrito Federal, a jogadora testou positivo para a substância ostarina durante a disputa do Campeonato Brasileiro Master, realizado em abril. Aos 36 anos, ela deverá ficar fora das quadras até julho de 2027. Esta foi a segunda infração da atleta pelo mesmo motivo. Em 2021, às vésperas dos Jogos Olímpicos de Tóquio, Tandara foi cortada da Seleção Brasileira e posteriormente suspensa por dois anos.
Confirmada pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), a nova punição pode resultar no aumento da pena. O caso segue em análise e aguarda decisão definitiva. Mesmo durante o período de inatividade profissional, a jogadora participou do Campeonato Brasileiro Master — voltado a ex-atletas e amadores — sem comunicar a entidade responsável. A primeira suspensão teria fim em maio de 2026. O descumprimento da medida gerou uma nova sanção, de mais dois anos.
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A primeira suspensão de Tandara ocorreu em 2021, durante a preparação final para os Jogos Olímpicos de Tóquio. A jogadora foi afastada da Seleção Brasileira após o resultado positivo para ostarina, substância anabolizante proibida pela Agência Mundial Antidoping. O exame foi realizado fora do período de competição, mas ainda assim resultou em corte imediato da delegação. Em maio de 2022, a pena foi oficializada com dois anos de afastamento das competições.
Apesar de todo o caso, a Seleção Brasileira de Vôlei Feminino não será punida. A federação internacional de voleibol (FIVB) considerou o episódio isolado, sem impacto no resultado coletivo da equipe em Tóquio, onde o Brasil terminou com a medalha de prata. A substância foi identificada apenas nas amostras de Tandara, sem relação com o desempenho do restante grupo.
Carreira de Tandara
Tandara Alves Caixeta é filha de Evaldo Caixeta, ex-jogador amador da AABB (Associação Atlética Banco do Brasil). A ponteira acumula passagens por diversos clubes do país e se notabilizou como uma das principais atacantes do vôlei brasileiro nas últimas décadas. A primeira Superliga foi em 2005, quando tinha apenas 16 anos.
Durante a carreira, foram oito medalhas de ouro com a Seleção Brasileira. Uma na Olímpiada de Londres, em 2012; três de Grand Prix (Tóquio-2014, Bangkok-2016 e Nanquim-2017), uma da Copa dos Campeões (Japão-2013), um Masters Montreaux (Suíça-2017), um Pan-Americano (Guadalajara-2011) e um Sul-Americano (Cáli-2017). Também conquistou duas pratas, no Grand Pix de Macau, em 2011 e na Copa dos Campeões do Japão, em 2017. Além do bronze no Campeonato Mundial da Itália, de 2014.
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