A Petrobras (PETR3;PETR4) divulgou os resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) e, em teleconferência de balanços, o tema de reajuste dos preços dos combustíveis em meio ao recente salto dos preços do petróleo dominou a pauta.
A visão é de que a política de preços dos combustíveis permanece inalterada, considerando a paridade internacional, a participação de mercado, enquanto a companhia sinalizou evitar volatilidade doméstica desnecessária.
É importante ressaltar que a política funciona em todo o espectro de preços do petróleo — não importa o quão altos ou baixos estejam.
Viva do lucro de grandes empresas
A companhia observou em teleconferência que, se os aumentos dos preços internacionais se intensificarem, a empresa repassará o impacto mais rapidamente do que em um cenário de preços mais suaves.
Neste cenário, o Morgan Stanley elevou o preço-alvo para os ADRs (recibo de ações negociado na Bolsa de Nova York) PBR (equivalentes aos ordinários), passando de US$ 17,50 para US$ 20. A recomendação é overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra).
O banco aponta que a geração de caixa sustentável em cenários de preços mais altos do petróleo levaria a potenciais dividendos extraordinários, avaliados juntamente com a atualização do plano de negócios.
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Um ambiente de preços mais altos do petróleo proporcionaria um rendimento de fluxo de caixa livre atrativo e dividendos robustos.
O banco fez análise de sensibilidade do rendimento para 2026 sob o Brent a US$ 85–95/barril, considerando: (1) repasse versus preços estáveis do combustível doméstico e (2) pagamento versus não pagamento de dividendos extraordinários (com um saldo mínimo de caixa conservador de US$ 10 bilhões).
Atualizando o modelo após o 4º trimestre de 2025, o banco elevou a sua estimativa de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) para 2026 em 9,2% e para 2027 em 5,5%.
“Alinhamos nossa curva do Brent a uma média recente da curva futura, evitando a precificação spot imediata devido à volatilidade, aumentando as estimativas para 2026–2027 em 10,5% e 5,7%. Também elevamos as estimativas de produção para 2027-2028 em 0,5–0,7% com base no desempenho operacional recente”, apontou.
Por fim, elevou o capex em 3,6% em 2027 e 1,5% em 2028, à medida que a Petrobras acelera a entrada em operação de FPSOs (plataformas) com novas conexões de poços nesse período.
O Morgan argumenta que a tese de investimento na Petrobras continua centrado na remuneração dos acionistas, que — para o bem ou para o mal — está diretamente ligada à alocação de capital e ao nível dos preços do petróleo.
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“Os fluxos de caixa são resilientes e podem suportar preços baixos do petróleo. Confiamos na capacidade da empresa de pagar um rendimento atrativo sobre seus dividendos base e vemos boas opções para dividendos extraordinários caso os preços do petróleo permaneçam altos por mais tempo e o repasse do combustível ocorra em tempo hábil”, avalia o Morgan.




