A B3 (B3SA3) lançou nesta quinta-feira (16) três novos índices de renda fixa voltados ao acompanhamento de títulos públicos indexados à inflação com prazos de dois, cinco e dez anos. Os indicadores passam a servir de referência para estratégias de investimento em NTN-Bs, os papéis conhecidos como Tesouro IPCA+, que pagam uma taxa de juro real acrescida da variação da inflação oficial.
Com os lançamentos, a Bolsa amplia o conjunto de indicadores que cobrem diferentes trechos da curva de juros reais brasileira. Na prática, os prazos de dois, cinco e dez anos, que carregam níveis distintos de risco e de sensibilidade às oscilações das taxas.
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“Os novos índices podem ser utilizados como referência por investidores, gestores de recursos, administradores de fundos, emissores de produtos financeiros e demais participantes do mercado que buscam acompanhar o comportamento de segmentos específicos da curva de juros reais brasileira”, afirma Hênio Scheidt, gerente de Produtos da B3.
Os três índices são de retorno total, ou seja, incorporam ao cálculo os cupons de juros pagos pelos títulos, e compostos exclusivamente por NTN-Bs. Em todos os casos, as carteiras teóricas reúnem cinco papéis e passam por rebalanceamentos trimestrais para preservar o perfil de prazo definido em cada metodologia. Só são elegíveis títulos emitidos há pelo menos seis meses.
Como funciona cada índice
O IB3 TPCA-PM2 acompanha uma carteira com prazo médio próximo de dois anos. A metodologia seleciona a NTN-B com prazo médio mais perto da meta de aproximadamente 830 dias corridos, além de outros quatro papéis com vencimentos imediatamente acima e abaixo desse parâmetro. O resultado é uma referência para o trecho mais curto da curva de juros reais, voltada a estratégias que buscam exposição à inflação com menor sensibilidade aos juros longos.
O IB3 TPCA-P5, por sua vez, representa uma carteira de NTN-Bs com data-alvo de cinco anos. O papel com prazo mais próximo do objetivo é combinado a outras quatro NTN-Bs posicionadas em torno desse ponto da curva, em uma exposição intermediária aos juros reais, pensada para estratégias de médio prazo.
Já o IB3 TPCA-P10 concentra títulos mais longos, com um ativo central de duração próxima de dez anos e outros quatro papéis ao redor desse ponto de referência. Por refletir o trecho mais extenso da curva, o índice tende a apresentar maior sensibilidade a mudanças nas expectativas de inflação e nas taxas de juros de longo prazo.
Nos três casos, os títulos permanecem na carteira enquanto atenderem aos critérios de elegibilidade e de enquadramento no perfil de prazo.
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Referência para ETFs
Os novos índices passam a integrar a família de indicadores de renda fixa da B3, usada como referência por fundos de índice (ETFs) e outras estratégias de diversificação por prazo, indexador e perfil de risco.
Os três indicadores contam com ETFs correspondentes, negociados sob os códigos NB0211, NB0511 e NB1011.
A família de índices de renda fixa da Bolsa inclui ainda indicadores atrelados ao Tesouro Selic, a letras financeiras e a debêntures, alguns deles replicados por ETFs como o Trend ETF B3 Tesouro Selic (LFTX11) e o BB ETF Índice DAP5 B3 (BDAP11).
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