As condições meteorológicas melhoraram na Espanha — com a diminuição da força do vento e aumento da umidade do ar — e as equipes de combate ao incêndio florestal de Los Gallardos, em Almería, conseguiram neste sábado finalmente sair da defesa para o ataque aos focos de fogo, que já consumiu 6.600 hectares e matou ao menos 12 pessoas.
Segundo Antonio Sanz, ministro andaluz da Presidência, Saúde e Emergências da Junta de Andaluzia, Antonio Sanz, houve “melhora significativa” nas condições climáticas desde a noite de sexta-feira, o que abriu uma janela de oportunidade para os 500 funcionários que trabalham no terreno.
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Embora nenhum novo corpo tenha sido encontrado durante as operações realizadas pela Guarda Civil, as autoridades alertaram que ainda há 23 pessoas “não localizadas” na área atingida pelo fogo na Andaluzia. Até agora, 1.448 pessoas foram evacuadas por segurança.
O jornal El País diz que a principal linha de investigação sobre o incêndio aponta para a queda de um cabo de energia; o governo andaluz também destacou que a fiação foi fundamental para a origem do fogo, inicialmente classificado como “um incêndio à beira da estrada”, segundo Sanz.
De fato, as primeiras testemunhas presenciais relataram ao serviço de emergências 112 que a queda de um cabo havia incendiado a vegetação do local. No entanto, a empresa Endesa, principal fornecedora de eletricidade da região, afirmou que o cabo apontado não pertence à sua rede e que não estava energizado, já que o fornecimento havia sido desativado em 2009 e a estrutura estava abandonada havia anos. A Red Eléctrica, operadora do sistema elétrico espanhol, também afirmou, em uma publicação na rede social X, que a linha “não pertence à Red Eléctrica”.



