Lula não convence aliadas e terá palanque frágil em Goiás

Adriana Accorsi e Aava Santiago se mantêm pré-candidatas a vagas na Câmara, o que dificulta chance de provocar um 2º turno no Estado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não conseguiu convencer a deputada federal Adriana Accorsi (PT-GO) e a vereadora de Goiânia Aava Santiago (PSB-GO) a formarem uma chapa majoritária em Goiás. As duas presidem os diretórios estaduais do PT e do PSB no Estado, respectivamente, e decidiram seguir como pré-candidatas a deputada federal.

Ambas são consideradas puxadoras de voto para as bancadas dos 2 partidos na Câmara. O desejo de Lula era ter uma chapa feminina, com Adriana candidata ao governo e Aava disputando o Senado. Para o petista, esse era o “cenário ideal” no Estado.

Um componente adicional é o fato de Aava ser evangélica e relativamente jovem (36 anos), enquanto Adriana tem o recall de ter sido a 1ª mulher a ocupar o cargo de delegada-geral da Polícia Civil de Goiás, em 2012, além de ser conhecida no Estado.

Na 4ª feira (8.jul), Lula recebeu ambas para uma conversa sobre o panorama eleitoral em Goiás. Pediu ao presidente nacional do PT, Edinho Silva, que fosse feita uma pesquisa para testar as duas no pleito. O propósito é o de convencê-las a integrar a chapa majoritária e construir um palanque forte para o petista no Estado.

Há uma expectativa de que esse levantamento seja apresentado até 2ª feira (13.jul). Além de uma pesquisa quantitativa, haverá uma qualitativa para ver o que muda para Lula em Goiás com Aava candidata ao Senado.

“Para mim, a pesquisa não muda nada”, declarou Aava ao Poder360 neste sábado (11.jul).

A recusa das duas é um baque para o petista em Goiás. Fragiliza o palanque do PT, que tem o ex-deputado estadual Luís César Bueno como pré-candidato. Seu desempenho nas pesquisas tem sido insatisfatório, com 5%. Com Adriana e Aava na disputa, havia chance real de provocar um 2º turno em Goiás.

Antes, uma ala do PT liderada pelo ex-tesoureiro Delúbio Soares trabalhou por uma aliança com o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), que é pré-candidato ao governo. Nesse cenário, o partido de Lula abriria mão de uma candidatura própria em Goiás.

“O PT tinha um acordo com ele apoiando a candidatura do presidente Lula e nós o apoiaríamos aqui para governador”, declarou Delúbio em entrevista a este jornal digital, em 21 de junho.

Adriana, entretanto, descartou uma aliança com Perillo por entender que o PSDB faz oposição a Lula. O PT não definiu um prazo para escolher quem disputará o pleito.


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