Os rodoviários do Rio de Janeiro terão nova audiência de conciliação com os patrões na próxima 2ª feira (13.jul.2026) no TRT-1 (Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região) para definir os rumos do movimento. A audiência desta 4ª feira (8.jul) foi adiada pelo tribunal para que as partes tentem chegar a um acordo sobre o reajuste da categoria.
Os rodoviários estão em estado de greve e decidiram, em assembleia, rejeitar a proposta dos patrões, que elevaram a oferta inicial de reajuste pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 4,39% para 4,5%.
Reajuste
A proposta inicial dos rodoviários é que motoristas de ônibus articulados, como os do BRT, tenham piso salarial de R$ 5.000, enquanto os demais recebam piso de R$ 4.000. A categoria pede reajuste de 17%, com reposição de perdas inflacionárias passadas, em 2 parcelas: 8% em julho e 8,5% em novembro.
Na assembleia de 3ª feira (7), a categoria decidiu flexibilizar o pedido e reduziu de 17% para 12% o índice de reajuste, também dividido em 2 parcelas. Além disso, os rodoviários reivindicam tíquete-alimentação de R$ 1.000.
Paralisação
Os rodoviários iniciaram a greve em 29 de junho. Entre as principais reivindicações estão o reajuste salarial, a ampliação de benefícios e o pagamento do intervalo para refeição como hora extra.
A paralisação afetou a rotina dos cariocas. Com a redução da circulação de ônibus urbanos, trabalhadores tiveram dificuldades para chegar ao trabalho e parte chegou com mais de 2 horas de atraso. Ônibus articulados, metrô e trens não conseguiram substituir integralmente o transporte feito diariamente pelos ônibus comuns.
Em assembleia realizada em 2 de julho, os rodoviários decidiram suspender o movimento, mas mantiveram o estado de greve enquanto aguardavam o avanço das negociações entre o TRT-1, os patrões e o sindicato da categoria.
Em nota, o Rio Ônibus informou que “segue em negociação visando ao acordo” e espera que a situação seja resolvida, afastando a possibilidade de uma nova greve.
Este texto foi publicado originalmente pela Agência Brasil, em 8 de julho de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.




