Caiado chama de “infeliz” pedido Flávio para adiar de tarifas

Pré-candidato do PSD critica “populismo irresponsável” e defende “governante que defenda o Brasil, e não o seu interesse e sua posição pessoal”

O pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), criticou nesta 4ª feira (8.jul.2026) o posicionamento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante audiência do USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos, na sigla em inglês) sobre as novas tarifas que podem ser impostas a produtos brasileiros. Para o ex-governador de Goiás, a postura do congressista foi “infeliz” e o tema não pode ser tratado com “populismo irresponsável”.

Caiado criticou a defesa de um adiamento do tarifaço para depois das eleições no Brasil. “Estaremos fazendo o mesmo que Lula, convalidando um populismo irresponsável ao extrapolar o arcabouço fiscal e utilizar a máquina para fins eleitorais. Precisamos ter um governante que defenda o Brasil, e não o seu interesse e sua posição pessoal”, declarou a jornalistas durante a Agenda dos Presidenciáveis 2026, promovida pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).

O ex-governador afirmou que o país precisa concentrar esforços em projetos estruturantes capazes de ampliar a competitividade da economia brasileira diante de eventuais tarifas.

“O que nós precisamos é ter um governante que defenda o Brasil, e não a sua posição pessoal nem o seu interesse pessoal”, disse.

Citou investimentos em inteligência artificial, exploração de minerais críticos, biocombustíveis e fertilizantes como áreas estratégicas. Também afirmou que o Brasil dispõe de recursos naturais suficientes para ocupar uma posição mais relevante no comércio internacional.

FLÁVIO NA AUDIÊNCIA

Flávio pediu aos Estados Unidos, na 3ª feira (7.jul.2026), que “não imponham as tarifas ao Brasil, preservem o sucesso do Pix e cancelem esta medida para que possamos negociar”.

O senador afirmou que impor tarifas antes das eleições “não é bom” e que a medida pode beneficiar o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Impor agora uma tarifa que seria difícil de reverter —premiando aqueles que são responsáveis pelas ações em questão e punindo aqueles que suportaram suas consequências— seria o pior momento possível para agir”, declarou.


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