PF prende pastor Márcio Poncio na operação Unha e Carne

Moraes expede mandados; ação mira lavagem de dinheiro e envolve Bacellar e Adilsinho, já presos

A Polícia Federal prendeu nesta 5ª feira (2.jul.2026) o pastor Marcio Poncio durante a 5ª fase da operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro, que tem como objetivo aprofundar investigações sobre lavagem de dinheiro praticados por organização criminosa.

A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Morae, que também expediu mandados de prisão contra o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e o ex-deputado estadual e ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), Rodrigo Bacellar (União Brasil-RJ). Os 2 já estavam presos, segundo o g1.

Moraes determinou o cumprimento de 3 mandados de prisão preventiva e de 14 mandados de busca e apreensão,  nas cidades do Rio de Janeiro e São João de Meriti. Além disso, o STF determinou o sequestro de bens e valores até o montante de cerca de R$ 22 milhões.

Segundo a Polícia Federal, essa etapa da operação busca aprofundar as investigações sobre indícios de lavagem de dinheiro atribuídos ao grupo investigado. O foco está em Adilsinho, apontado pela corporação como líder da nova cúpula do jogo do bicho, e em possíveis ramificações do esquema envolvendo integrantes dos Poderes Executivo e Legislativo do Estado do Rio de Janeiro.

A Operação Unha e Carne teve outras 4 fases, realizadas entre dezembro de 2025 e maio de 2026. No início, a investigação apurava um suposto vazamento de informações sigilosas sobre operações policiais contra o CV (Comando Vermelho) no Rio de Janeiro.

Com o avanço das investigações, o caso passou a incluir suspeitas de conexões entre agentes públicos e integrantes de organizações criminosas.

A investigação está relacionada à ADPF 635, que estabelece diretrizes para operações de segurança pública em comunidades do Rio de Janeiro.

O Poder360 procurou Marcio Poncio, Adilson Oliveira Coutinho Filho e Rodrigo Bacellar por meio dos canais de comunicação disponíveis. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso os citados enviem manifestação.

FASES ANTERIORES

A 1ª fase foi deflagrada em dezembro de 2025 e teve como alvo o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar. Segundo a PF, informações sigilosas da Operação Zargun, realizada em setembro daquele ano, teriam sido repassadas a investigados, entre eles o ex-deputado TH Joias.

Na 2ª fase, também em dezembro de 2025, a Polícia Federal prendeu o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto. A investigação aponta o possível compartilhamento de informações entre integrantes do Judiciário e agentes políticos.

A 3ª fase foi realizada em março de 2026 e resultou em nova prisão de Rodrigo Bacellar, em Teresópolis (RJ), por decisão do STF, depois dos desdobramentos da investigação e da cassação de seu mandato.

Na 4ª fase, em maio de 2026, a PF cumpriu mandados relacionados a suspeitas de fraudes em contratos da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc), com prisões e buscas em diferentes municípios do Estado.


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