Organização afirma que hospitais foram danificados e faltam profissionais; último balanço registra 1.719 mortos depois dos terremotos
A OMS (Organização Mundial da Saúde) afirmou nesta 3ª feira (30.jun.2026) que o sistema de saúde da Venezuela enfrenta um “colapso” depois dos terremotos que atingiram o país em 24 de junho. Segundo a instituição, hospitais foram danificados e também há falta de profissionais. As unidades que seguem em funcionamento operam sobrecarregadas.
O balanço mais recente registra 1.719 mortos. Ao menos 5.034 pessoas ficaram feridas e há 15.866 desabrigados.
Segundo o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, ao menos 3 unidades de saúde sofreram danos graves. Outras 6 foram parcialmente danificadas ou funcionam com capacidade reduzida. As informações são da Reuters.
Lindmeier disse que levantamentos preliminares indicam atendimento em condições caóticas, fluxo desorganizado de pacientes, superlotação e aumento da fila de cirurgias.
A OMS também alerta que a interrupção de serviços de saúde e das redes de abastecimento de água e saneamento pode favorecer surtos de doenças.
TERREMOTOS
O epicentro do 1º terremoto venezuelano foi localizado a 24 km a leste-nordeste de San Felipe, a uma profundidade de 21,8 km. O 2º tremor teve epicentro a 23 km a sudeste de Yumare, a uma profundidade de 10 km.
Os 2 eventos foram classificados pelo USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos) com alerta vermelho, o nível mais alto de risco no sistema da agência.
A costa venezuelana fica no limite entre as placas tectônicas do Caribe e da América do Sul, condição que torna o país propenso a terremotos. O movimento constante dos blocos provoca eventos desse tipo, alguns deles destrutivos.




