Líder do PSB quer França candidato em SP contra Tarcísio e Haddad

Jonas Donizette diz que presença do ex-ministro no pleito ajuda o partido a eleger mais deputados; PT rechaça movimento e expectativa é que Lula medie situação

O líder do PSB na Câmara, deputado Jonas Donizette (SP), defende a candidatura de Márcio França (PSB) ao governo de São Paulo. O congressista avalia que a presença do ex-governador aumenta a possibilidade de que a eleição estadual não seja definida já no 1º turno.

“Sempre defendi uma candidatura própria aqui em São Paulo. É importante para a gente ter o nosso palanque do partido aqui. É importante a gente poder, pela votação da legenda, fazer um número maior também de deputados. A mesma lógica que o PT usa, eu acho que serve para a gente também”, declara ao Poder360.

O ex-prefeito de Campinas afirma que França tem os requisitos necessários para entrar na disputa. “Ele já foi governador, tem conhecimento principalmente no interior e está pontuando nas pesquisas. É uma possibilidade que não pode ser jogada fora”, diz.

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) disputará a reeleição e lidera as pesquisas. O deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) e o ex-prefeito de Santo André (SP), Paulo Serra (PSDB), desistiram de concorrer ao cargo.

Para Donizette, isso abre espaço para eventual candidatura de França. “Era esperado que esses partidos retirassem a candidatura. Devemos levar em conta agora, com esse novo cenário, pelo menos mais uma candidatura aí. Nós somos, neste momento, o partido que tem condição de lançar um candidato”, afirma.

Segundo o congressista, o novo cenário faz a eleição ter cara de 2º turno ainda no 1º. “É uma eleição, por exemplo, que se o Tarcísio não quiser ir em debate, se um dos 2 não quiser ir, não tem debate”, diz.

Copyright

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados – 15.ago.2023

Na imagem, o deputado federal Jonas Donizette, líder do PSB na Câmara

FATOR LULA

A eleição em São Paulo é tida como crucial para a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Só no Estado, o PT recebeu 4,3 milhões de votos a mais em 2022 do que em 2018, quando Haddad foi o candidato da legenda ao Planalto.

França ainda se apresenta como pré-candidato ao Senado buscando compor com o pré-candidato do PT ao governo, Fernando Haddad. Entretanto, o ex-ministro do Empreendedorismo está também disposto a ocupar a vaga de vice do petista.

Jonas Donizette diz que Lula deve mediar a situação: “Márcio não vai levar às últimas consequências essa questão. Ele vai colocar o nome e atender o desejo do partido, mas acho que agora é mais do que nunca importante a visão do presidente Lula. Se ele chegar e chamar o Márcio e falar que é importante uma candidatura, acho que eles teriam entendimento”.

A expectativa é de que Lula receba Haddad e França para uma conversa nesta 4ª feira (24.jun.2026).

CONVERSA E INCÔMODO

Márcio França conversou na 6ª feira (19.jun) com o deputado federal Kiko Celeguim, presidente do PT em São Paulo. O ex-governador expôs a vontade de colocar o nome para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes e ajudar a provocar um 2º turno.

No sábado (20.jun), filiados ao PSB endossaram em plenária o desejo de uma candidatura própria ao governo. Causou incômodo na sigla a reação de dirigentes petistas ao movimento de França. O vice-presidente nacional do PT e deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP) chamou de “cavalo de pau” essa possibilidade.

“A discussão interna do PSB tem que ser respeitada. As convenções vão acontecer só a partir do dia 20 de julho, depois que acabar a Copa do Mundo. Então, esse é o momento que tem que medir de forma técnica, com pesquisa, se é realmente uma solução viável”, acrescenta Donizette.


source

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com