Flávio Bolsonaro diz que fará nova reforma tributária se for eleito

Pré-candidato defende redução da carga de impostos e afirma que o modelo aprovado pelo Congresso elevará a tributação sobre empresas e profissionais liberais

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL, afirmou nesta 2ª feira (22.jun.2026) que pretende fazer uma nova reforma tributária caso seja eleito. Segundo ele, a regulamentação da reforma aprovada pelo Congresso deverá ser suspensa para dar lugar a um modelo baseado em redução gradual da carga de impostos.

A declaração foi dada durante o evento “Indústria na Agenda dos Presidenciáveis”, promovido pela Confederação Nacional da Indústria, em Brasília.

Flávio disse ter votado a favor da reforma tributária no Congresso, mas afirmou que a proposta acabou produzindo a maior alíquota sobre consumo do mundo.

“Eu votei a favor da reforma por entender que ela traria simplificação, mas ela trouxe a maior carga sobre o valor agregado do mundo, próxima de 30%”, declarou.

Segundo ele, as exceções criadas durante a tramitação elevaram a alíquota para os demais setores da economia.

“Os setores que foram mais fortes conseguiram se incluir fora das regras da reforma tributária. E essa carga acaba ficando ainda maior para quem ficou dentro”, afirmou.

O senador criticou ainda a tributação sobre profissionais liberais e disse considerar excessiva a cobrança prevista na nova legislação.

“Como a gente pode falar de uma reforma tributária que vai meter quase 30% do lucro de um profissional liberal, médico, advogado ou dentista, e mais 10% sobre o que exceder R$ 50 mil para passar o dinheiro da pessoa jurídica para a pessoa física? É uma maluquice”, declarou.

Segundo Flávio, a elevação dos impostos tende a estimular a inadimplência e a sonegação.

“É óbvio que isso vai descambar para a inadimplência e para sonegação”, disse.

O pré-candidato afirmou que sua proposta seria interromper a regulamentação da reforma atual para discutir um novo modelo.

“Quando eu falo disso, vou suspender a regulamentação da reforma tributária. É para dar tempo de fazermos uma reforma tributária de verdade, com redução de carga tributária ao longo dos anos, previsibilidade e ajuste fiscal”, declarou.

PARAGUAI

Ao criticar a política econômica do governo, Flávio Bolsonaro afirmou que o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad estaria estimulando a migração de empresas brasileiras para o Paraguai por causa da elevada carga tributária e dos juros altos. 

Segundo ele, o ministro poderia ser considerado “o melhor presidente da economia do Paraguai”.

O maior problema do Brasil hoje chama-se governo Lula. Não à toa, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad foi eleito o melhor presidente da economia do Paraguai, com mais de 200 empresas transferidas do Brasil para lá”, declarou.

Em seguida, o senador afirmou que o país vizinho oferece condições mais favoráveis aos investimentos, com energia mais barata e maior segurança jurídica, e disse que esse seria o “legado” deixado pelo atual governo brasileiro.


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