Presidente diz que os EUA podem cobrar taxas e ficar com 20% do petróleo transportado pelo estreito caso não haja acordo
O presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou neste domingo (21.jun.2026) que os Estados Unidos poderão impor pedágios sobre o tráfego no estreito de Ormuz caso as negociações de paz com o Irã fracassem.
Em conversa por telefone com um jornalista do jornal norte-americano Fox News, o chefe da Casa Branca também disse que o país poderia assumir o controle da passagem marítima, se necessário, e atuar como o “anjo da guarda” do estreito. Segundo Trump, Washington poderia ficar com 20% do petróleo transportado pela via. Ele não declarou como a medida seria implementada.
As declarações foram feitas em um contexto de aumento das tensões na região. No sábado (20.jun), o Irã anunciou o fechamento do estreito de Ormuz, devido ao ataque de Israel ao Líbano. Autoridades norte-americanas, no entanto, afirmaram que a rota permaneceu operacional e que a navegação comercial não foi interrompida.
Trump afirmou ainda que os Estados Unidos dispõem de “uma variedade de opções” caso os iranianos não assumam “compromissos sérios” nas negociações em andamento.
NEGOCIAÇÕES NA SUÍÇA
Apesar da tensão sobre o estreito, a emissora estatal do Irã confirmou que uma equipe de negociadores embarcou para a Suíça no sábado (20.jun.2026). A viagem diplomática estava originalmente marcada para 6ª feira (19.jun.2026).
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou neste domingo (21.jun.2026) que houve “grande progresso” nas últimas horas nas negociações realizadas entre representantes dos EUA, Irã, Qatar e Paquistão, durante reunião em Bürgenstock, na Suíça.
“Já fizemos um grande progresso apenas nas últimas horas, e espero que façamos mais progressos nas próximas horas”, disse Vance ao lado de autoridades dos 4 países antes do início das conversas.
IMPASSE SOBRE CESSAR-FOGO
Esforços de mediação tentam interromper as hostilidades. Na 6ª feira (19.jun), o embaixador israelense em Washington, Yechiel Leiter, afirmou que Israel está comprometido com um cessar-fogo imediato se o Hezbollah cessar seus ataques.
Porém, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que o exército atingiu 150 alvos do grupo militante na 6ª feira e prometeu manter as forças israelenses no sul do Líbano até que qualquer ameaça a Israel seja eliminada.
A porta-voz militar israelense, brigadeiro-general Effie Defrin, confirmou que as tropas continuam operando em uma “zona de defesa avançada”.
Em resposta, o Hezbollah declarou aceitar um cessar-fogo, mas culpou Israel por sucessivas violações.
Durante a madrugada de sábado (20.jun.2026), mais de 50 projéteis foram disparados contra forças israelenses no sul do Líbano. O Exército de Israel atribuiu o ataque ao Hezbollah, mas o grupo militante não assumiu a responsabilidade pelos disparos.
O Hezbollah condiciona o fim de suas ofensivas à retirada total das tropas de Israel do Líbano, uma exigência apoiada pelo Irã.
Uma nova rodada de negociações entre o governo libanês e Israel, com apoio norte-americano, está marcada para ser em Washington na próxima semana.




