Zema defende lista tríplice para escolha de ministros do STF

Pré-candidato ao Planalto criticou as escolhas de Lula para a Corte e afirmou que pretende impor idade mínima de 60 anos

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), defendeu, nesta 2ª feira (15.jun.2026), que o presidente respeite uma lista tríplice na nomeação de um ministro para o Supremo Tribunal Federal. A relação seria preparada, segundo ele, pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), pelo MPF (Ministério Público Federal) ou mesmo pelo Senado.

Durante participação no Veja Fórum Rumos do Brasil, em São Paulo, Zema disse que a vaga no STF precisa ser o “coroamento de uma longa carreira no mundo jurídico ou acadêmico”. Para ele, o presidente não deve ter “a liberdade que tem hoje” na escolha.

Zema criticou o que chamou de “aberrações”. Disse que a lista tríplice eliminaria a possibilidade de o “presidente colocar lá o advogado dele e o ministro dele”, em referência às escolhas do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Corte, que indicou os ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino, além de Jorge Messias, vetado pelo Senado.

O ex-governador disse que, caso eleito, gostaria de impor uma idade mínima de 60 anos para as indicações ao STF. Fez um paralelo entre a escolha para a Corte e a escolha do pontífice da Igreja Católica. “Não se vê ninguém chegar ao Vaticano para ser papa com 35 anos, como acontece aqui no Supremo”, afirmou.

 


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