Jogador da seleção brasileira negou-se a responder em espanhol a uma pergunta feita por um repórter da Venezuela
O jogador da seleção brasileira Vinícius Júnior negou-se a responder em espanhol a uma pergunta feita por um jornalista após o 1º jogo da seleção do Brasil na Copa do Mundo.
Após o empate por 1 a 1 contra a seleção do Marrocos, no sábado (13.jun.2026), um repórter da Venezuela fez um questionamento ao atacante sobre o desempenho da seleção e pediu que ele respondesse em espanhol. Vini disse que falaria apenas em português, já que está representando o Brasil.
“Ah, estou com o Brasil, vou falar só em português”, respondeu o jogador brasileiro, que defende o Real Madrid, da Espanha, e costuma responder em espanhol quando está representando o clube.
Assista (00m50s):
📹 #Vídeo Solicitado a falar em espanhol, Vini Jr. prefere o português na Copa
🇧🇷 O jogador da seleção brasileira Vinícius Júnior se negou a responder em espanhol a uma pergunta feita por um jornalista após o 1º jogo do Brasil na Copa do Mundo.
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— Poder Sports MKT (@sportsmktbr) June 14, 2026
No dia anterior à estreia da seleção, Vini Jr. já havia participado de outro episódio relacionado semelhante. Durante entrevista a jornalistas, o atacante interrompeu um repórter que fazia uma pergunta em inglês e pediu que ele falasse em espanhol.
A mudança de idioma, no entanto, não estava liberada pela Fifa. O repórter teve que fazer a pergunta em inglês e o atacante brasileiro ouviu a tradução automática por meio de um fone de ouvido disponibilizado pela entidade.
PROTOCOLO DA FIFA
O protocolo de idiomas da Fifa sofreu alguns questionamentos por usuários de redes sociais depois de uma entrevista do lateral Hakimi, do Marrocos, também na véspera do jogo de sábado (13.jun).
Em conversa do jogador com jornalistas na 6ª feira (12.jun), o repórter de uma TV mexicana começou a fazer uma pergunta em espanhol, mas foi interrompido por um moderador da Fifa, que afirmou que Hakimi só poderia responder no idioma previamente combinado e que perguntas em espanhol não eram permitidas.
O episódio, compartilhado nas redes sociais com a hashtag “FIFA não permite perguntas em espanhol nos Estados Unidos”, levantou questionamentos sobre possíveis práticas discriminatórias por parte da entidade. No entanto, trata-se da aplicação do protocolo oficial adotado pela federação na Copa do Mundo.
Segundo as regras da Fifa, estão permitidas nas entrevistas de pré e pós-jogo apenas perguntas em inglês e nos idiomas oficiais das duas seleções envolvidas na partida. Cabe a cada federação nacional enviar previamente a lista de idiomas que vai necessitar.
No caso específico da partida entre Brasil e Marrocos, a sala de imprensa do MetLife Stadium, em Nova Jersey, estava equipada para receber intérpretes para inglês, português, italiano (solicitado pelo Brasil por meio de Carlo Ancelotti), árabe e francês. Por esse motivo, a pergunta em espanhol feita a Hakimi foi vetada.
COPA DO MUNDO
A Copa do Mundo é um evento esportivo privado com fins de lucro. É realizado a cada 4 anos pela Fifa. As seleções se classificam por meio de eliminatórias. A comissão técnica e o elenco de cada time que disputa a competição são escolhidos por entidades privadas.
No caso do Brasil, cabe à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) definir quem é o treinador e quais são os jogadores “convocados” (na realidade, todos são convidados e vai quem tem interesse; como o ganho comercial de marketing é grande, os atletas atendem à “convocação”). A CBF é uma organização de direito privado e sem nenhum vínculo com o governo federal.
O governo do Brasil não tem nenhuma influência na escolha do time que participa do torneio. Ou seja, não é o país que está representado na Copa do Mundo, mas uma equipe de futebol escolhida por uma entidade privada.




