Gilberto Gil emociona ao lembrar de Cazuza em premiação: “Muita saudade”

Durante o 33º Prêmio da Música Brasileira, o cantor rasgou elogios ao homenageado da noite, cravou sua faixa predileta do roqueiro e surpreendeu ao falar de sua rotina

A noite de gala do 33º Prêmio da Música Brasileira, realizada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, foi marcada por um tributo emocionante ao inesquecível Cazuza. Quem aproveitou o clima de homenagens para abrir o coração sobre o poeta do rock foi o mestre Gilberto Gil. Em entrevista à repórter Monique Arruda, do portal LeoDias, o imortal da MPB relembrou a profunda convivência com o amigo e revelou qual é a sua obra favorita.

Ao ser questionado sobre o impacto e o legado de Cazuza, Gil destacou que a herança do amigo vai muito além de suas composições geniais. Em um tom de profunda admiração e carinho, o baiano detalhou o que guardou dessa convivência intensa.

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Crédito: Portal LeoDias

Gilberto GilCrédito: Portal LeoDias

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Gilberto GilCrédito: Portal LeoDias

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“Uma coisa que eu tenho muito dele, lembranças muito extensas, são lições de sensibilidade, de respeito pela vida, respeito pela variação do caráter humano. Tudo isso eu tenho dele”, refletiu o veterano. Para sintetizar a falta que o grande ícone do rock nacional faz, Gil foi direto e poético: “Tudo isso pode ser resumido na palavra saudade mesmo”.

“Bete Balanço” e a rádio particular de Gil

Entre tantos sucessos que Cazuza eternizou e que embalaram diferentes gerações, Gil não hesitou ao cravar a sua faixa predileta do repertório do homenageado: o clássico “Bete Balanço”. A escolha do hit ganha um charme a mais diante de um hábito inusitado revelado pelo próprio artista.

Apesar de respirar arte 24 horas por dia, Gil confessou que não costuma ouvir músicas em casa através de discos ou plataformas de streaming. “Não, escuto o que eu próprio toco no violão. Hoje mesmo passei vários minutos cantando e tocando ‘Ela é carioca’. Meu rádio sou eu mesmo”, brincou.

O cantor também aproveitou a oportunidade para exaltar a importância de premiações que mantêm vivo o legado de gigantes como Cazuza. Para ele, o esforço contínuo de abraçar a nossa diversidade sonora merece aplausos: “É bom que tenha existido durante tantos anos, trabalhando pela abrangência das homenagens aos vários aspectos importantes da música brasileira. Se aparecerem outros, serão muito bem-vindos”, finalizou.

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