Rio de Janeiro quer recuperar R$ 1,4 bi de aplicações no Master

Governador interino Ricardo Couto afirma que o Estado desembolsou mais de R$ 3 bilhões e busca ressarcimento por via judicial

O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, disse nesta 2ª feira (8.jun.2026) que o Estado espera recuperar cerca de R$ 1,4 bilhão relacionado aos recursos investidos em ativos ligados ao Banco Master.

Segundo Couto, o prejuízo potencial para os cofres estaduais supera R$ 3 bilhões. As declarações foram dadas a jornalistas após reunião com o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

O valor inclui aportes realizados por fundos do governo fluminense, entre eles o Rioprevidência, que administra os recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores estaduais.

“Hoje estamos estimando que o Estado do Rio consiga resgatar cerca de R$ 1,4 bilhão do que dispendeu”, declarou.

O governador interino afirmou que o Estado já ingressou com medidas judiciais para recuperar parte dos recursos e obteve decisões favoráveis que permitiram preservar valores para eventual ressarcimento.

“Nós temos medidas judiciais já postas, nós temos decisões judiciais favoráveis ao Estado do Rio de Janeiro, o que importa já termos algumas quantias acauteladas para fazermos frente ao ressarcimento do Estado do Rio”, disse.

Caso Master

O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em 2025 após problemas financeiros e tornou-se alvo de investigações da Polícia Federal e de órgãos de controle.

O caso atingiu diretamente o Rio de Janeiro porque o Rioprevidência figurava entre os maiores investidores institucionais em títulos emitidos pela instituição financeira. 

As aplicações passaram a ser investigadas por suspeitas de irregularidades e pela exposição dos recursos previdenciários a ativos considerados de alto risco. 

Desde então, o governo fluminense busca mecanismos para recuperar os valores e reduzir o impacto sobre as contas públicas. Segundo Couto, parte dos recursos já está protegida por decisões judiciais, mas as negociações e disputas envolvendo o ressarcimento ainda estão em andamento.


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