Abicom diz governo não pagou subvenções desde março; importadoras respondem por 25% a 30% do diesel
A Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis) afirmou que o governo federal não pagou as subvenções de R$ 0,32 por litro no diesel que começaram a vigorar em 12 de março de 2026. A organização diz que a falta de recursos pode comprometer as compras no mercado internacional a partir de junho. As importadoras respondem por 25% a 30% do consumo de diesel no Brasil.
O atraso no repasse das subvenções compromete o fluxo de caixa das empresas do setor. As importadoras vendem o diesel com base na tabela de referência de preços da ANP (Agência Nacional do Petróleo). Posteriormente solicitam ao governo o ressarcimento da diferença entre o valor de referência e o preço subsidiado de comercialização.
A Abicom afirma que os primeiros documentos foram enviados no início de abril de 2026. O governo havia se comprometido a realizar os pagamentos em até 15 dias.
Na época, o então ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) também anunciou a eliminação da alíquota de PIS (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) sobre o diesel.
Segundo o jornal Globo, até o momento, 23 empresas se habilitaram no programa de subvenção do diesel. Entre elas estão Petrobras, Refinaria de Mataripe, Refinaria de Manaus e Vibra. Também participam importadoras, tradings e médias distribuidoras.
Entre os associados da Abicom, 6 empresas participam do programa: Sea Trading, Midas Distribuidora, On Petro Trading, Petro Energia, Royal Fic e Sul Plata.
O Poder360 entrou em contato com a assessoria de imprensa do Ministério de Minas e Energia, via e-mail, mas não obteve retorno até o momento. Em caso de resposta, o texto será atualizado.




