Deputado do PT publicou vídeo atribuindo proposta de taxação em compras internacionais a congressistas do PL
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) contestou, em vídeo publicado nas redes sociais nesta 4ª feira (13.mai.2026), o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) sobre a origem da chamada “taxa das blusinhas”, encerrada na 3ª feira (12.mai) pelo governo federal.
Lindbergh disse que Lula e o governo não mandaram “nenhum projeto para taxar blusinhas”. O petista atribuiu a iniciativa –que cobrava imposto sobre a importação de compras de até US$ 50– a congressistas do PL. No dia anterior, Nikolas ironizou, em vídeo, a decisão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de encerrar a taxação. “Esse cara [Lula] acaba de revogar a taxa das blusinhas que ele mesmo criou”.
Segundo o petista, a “taxa das blusinhas” teria partido de uma emenda apresentada pelo deputado Joaquim Passarinho (PL) e recebeu apoio de pessoas ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como o empresário Luciano Hang. O Poder360 procurou Passarinho para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito do tema. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
“Sabe quem estava em Brasília, no lobby? Ficou vários dias fazendo lobby em Brasília? Aquele bolsonarista, o Véio Da Havan”, declarou Farias.
Nikolas havia afirmado que o fim da cobrança seria “o milagre do ano eleitoral”. Disse ainda que Lula está “empenhado para ganhar votos”.
A “taxa das blusinhas” começou a valer em 1º de agosto de 2024. À época, como mostrou o Poder360, integrantes do governo como Geraldo Alckmin, Fernando Haddad e Alexandre Padilha defendiam o imposto sobre as compras internacionais de até US$ 50.
FIM DA TAXA DAS BLUSINHAS
A assinatura da medida foi realizada em reunião fechada no Palácio do Planalto, sem acesso da imprensa e fora da agenda oficial do presidente. Segundo a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, a MP será publicada em edição extra do Diário Oficial da União junto de uma portaria do Ministério da Fazenda.
A cobrança havia sido implementada em 2024 e causou desgaste político para o governo federal, especialmente nas redes sociais, por impactar compras em plataformas internacionais como Shein, Shopee e AliExpress.
Mesmo com o fim do imposto federal, continuará valendo a cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) estadual sobre as importações. O governo argumenta que a decisão foi possível depois da ampliação da regulamentação do setor e do combate ao contrabando nos últimos anos.
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