Cabo Gilberto afirma não ter visto o vídeo no qual Flávio defende Ciro como vice; chamou a expressão “BolsoMaster” de eleitoreira
O líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), afirmou nesta 4ª feira (13.mai.2026) que as investigações sobre o Banco Master não atingirão a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. O congressista declarou não haver comprovação de envolvimento de políticos de direita no caso e chamou a expressão “BolsoMaster” de eleitoreira.
“Não vai respingar em nada. Veja só isso das blusinhas, em um momento o governo se disse a favor e no outro, contra. Não tem credibilidade. Óbvio que vai dizer que é BolsoMaster, vai colocar no nosso colo como colocou a bomba do INSS. É forçar a barra”, declarou o deputado em café da manhã com jornalistas na Câmara, em Brasília.
Eis a fala do deputado (1min2s):
Governistas utilizam o termo “BolsoMaster” para associar as investigações a Flávio e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Resgataram um vídeo em que o Flávio cita o senador Ciro Nogueira (PP-PI), alvo de mandados de busca e apreensão, como “bom perfil” para vice na chapa de Flávio, possibilidade reafirmada pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, nesta 4ª feira (13.mai.2026).
Gilberto Silva disse não ter visto o vídeo, mas afirmou que, “se comprovado que o cara está envolvido com o Banco Master, óbvio que é ruim ele estar no palanque do presidente”. Declarou também que nenhum integrante da oposição teve envolvimento comprovado no caso e que as investigações são uma “bomba” para o governo.
Aliados de Jair Bolsonaro aparecem nas investigações. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou um jato da Prime You, empresa que era ligada a Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master, durante o 2º turno de 2022. Os voos foram realizados entre 20 e 28 de outubro daquele ano, em apoio à candidatura de Jair Bolsonaro.
Cabo Gilberto comentou o fato: “Era uma terceirizada. O Nikolas ia saber que o cara ia cometer um crime porque o cara era sócio? É forçar a barra demais”.
Nikolas Ferreira disse na época que a logística do voo foi organizada por terceiros e não cabe a ele responder por desdobramentos envolvendo sócio da empresa proprietária.
As investigações também citam possíveis envolvimentos do governador do Rio, Cláudio Castro (PL); do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB); e de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Tarcísio recebeu doação de R$ 2 milhões para a campanha de 2022 de Fabiano Zettel, sócio oculto do Master.
O líder da Oposição afirmou que as doações são transparentes. “Não estou aqui para passar a mão na cabeça de quem quer que seja. Agora, não posso dizer que, porque um cara fez uma doação legal, tem alguma safadeza”, disse.
Sobre as acusações contra Castro, a gestão do ex-governador afirmou que a aplicação de aproximadamente R$ 960 milhões em Letras Financeiras do Banco Master estava “regular”.
Ibaneis, por sua vez, disse que esteve poucas vezes com o banqueiro Vorcaro e nunca tratou da compra do Master pelo BRB (Banco de Brasília) com ele.
Já Tarcísio declarou que o caso “não tem nada a ver” com ele e que as suspeitas precisam ser investigadas “doa a quem doer”.




