Declarações foram dadas a jornalistas depois do encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), na 5ª feira (7.mai)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu, na 5ª feira (7.mai.2026), com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), em encontro bilateral realizado na Casa Branca.
Na abertura da reunião, Lula afirmou que o encontro representa “um passo importante na consolidação da relação democrática e histórica” entre Brasil e Estados Unidos. Depois da conversa com Trump, o presidente participou de uma coletiva de imprensa na Embaixada do Brasil em Washington e respondeu a perguntas feitas por jornalistas. Eis a íntegra do discurso inicial de Lula [PDF – 50 MB].
FALA INICIAL DE LULA
“Eu saio daqui com a ideia de que nós demos um passo importante na consolidação da relação democrática, histórica, que o Brasil tem com os Estados Unidos. Eu já tinha dito ao presidente Trump que a boa relação entre Brasil e Estados Unidos é uma demonstração ao mundo de que as duas maiores democracias, sabe, do continente, podem efetivamente servir de exemplo para o mundo. Nós somos as duas maiores democracias do hemisfério. Nós somos duas democracias muito importantes do ponto de vista, uma na América Latina, outra na América do Norte. E nós já tivemos com os Estados Unidos, é importante vocês não perderem de vista, durante todo o século XX, os Estados Unidos foram o maior parceiro comercial do Brasil. Os Estados Unidos começaram a perder a hegemonia a partir de 2008, não sai da memória, porque a China entrou no espaço para comprar coisas brasileiras, que interessavam aos chineses, que outros países não tinham capacidade de produzir tanto quanto o Brasil.
“E o Brasil passou a ter na China o seu principal parceiro comercial. E eu disse ao presidente Trump que é importante que os Estados Unidos voltem a ter interesse nas coisas do Brasil. Por exemplo, eu disse para ele que muitas vezes nós fazemos licitações internacionais para fazer uma rodovia, uma ferrovia e os Estados Unidos não participam da licitação. Quem participa são os chineses. Aí eu disse para ele que durante um bom tempo os Estados Unidos deixaram de olhar para a América Latina, só olhavam com o olhar de combate ao narcotráfico, como a União Europeia deixou de olhar para a América Latina por conta da conquista do Leste Europeu e deixou de olhar para a África também. E agora essas pessoas perceberam a importância outra vez da América Latina nesse mundo conturbado. Por isso é que nós fechamos o acordo União Europeia e Mercosul, com Efta, com Singapura. Por isso é que nós queremos fechar acordo do Mercosul com o Canadá, com o Japão, porque isso dá uma dimensão de defesa do multilateralismo contra o unilateralismo colocado em prática pelas taxações do presidente Trump. Eu penso que essa é uma coisa interessante. A outra coisa é que nós resolvemos discutir aqueles assuntos que pareciam tabus, ou seja, a questão do crime organizado.
“Disse ao presidente, muitas vezes os Estados Unidos falavam em combater o crime organizado, a questão das drogas, tentando ter base militar dentro dos outros países, quando na verdade para você fazer com que os países deixem de plantar ou fabricar aquilo que a gente chama de droga, é preciso que a gente crie alternativa econômica para esses países. Como que você vai fazer um país deixar de produzir coca se você não oferece uma alternativa de algum produto para que alguém possa plantar e ganhar dinheiro? E nós temos que incentivar o plantio de outras coisas e sermos os compradores para que as pessoas possam sobreviver. Se não, enquanto houver gente necessitada de recurso e houver consumidor, não vamos parar de ter o mundo cheio de droga por tudo quanto é lado. Ah, é importante. Disse para ele que nós estamos dispostos a construir um grupo de trabalho com todos os países da América do Sul, com todos os países da América Latina e, quem sabe, com todos os países do mundo pra gente criar um grupo forte de combate ao crime organizado. Não é hegemonia de um país ou de outro querer combater o crime organizado. É uma coisa que tem que ser compartilhada com todos.
“O Brasil tem expertise, o Brasil tem uma extraordinária Polícia Federal, o Brasil tem experiência no combate às drogas, no combate ao tráfico de armas. E também é importante saber que parte das armas que chega no Brasil sai dos Estados Unidos. É importante também que tem lavagem de dinheiro que é feita de Estados americanos. Então, se a gente souber isso e colocar a verdade em torno da mesa e criar um grupo de trabalho para trabalharmos juntos, a gente pode resolver em anos aquilo que não se resolveu em séculos. Ou a gente pode resolver em décadas aquilo que não veio em séculos.
“Também a questão dos minerais críticos, ou seja, tudo que se fala hoje é dos minerais críticos, porque a China, porque a China, porque a China. Eu disse ao presidente que nós não só fizemos uma coisa extraordinária, aprovando na Câmara ontem [5ª feira (6.mai)], a lei sobre a questão do mineral crítico, como aprovação de um conselho sob a coordenação da Presidência da República, tratando a questão do mineral crítico como uma questão de soberania nacional. Para que a gente possa compartilhar o potencial do Brasil, que ainda é pouco conhecido, porque nós só temos conhecimento de 30% do nosso território. E agora nós temos obrigação de termos conhecimento de 100% do território a compartilhar com quem queira fazer investimento no Brasil. Nós não temos preferência.
“O que nós queremos é fazer parceria, compartilhar com as empresas americanas, chinesas, alemãs, japonesas, francesas, ou quem quiser participar conosco para ajudar a gente fazer a mineração, para fazer a separação e para produzir a riqueza que essas terras-raras nos oferecem. Estão sendo convidados para ir no Brasil. E isso é permitido pela regulamentação que foi feita na lei aprovada, que deve ser aprovada hoje no Senado. Além disso, uma outra coisa importante que nós discutimos é a questão do comércio. Sempre tem uma dúvida sobre a questão do comércio. Nós dissemos pros Estados Unidos: vocês tiveram 400 e não sei quantos bilhões de superavit comercial com o Brasil nos últimos 15 anos. No último ano, Brasil teve um déficit de 14 bilhões com os Estados Unidos.
“Então, ah, ele sempre acha que nós cobramos muito imposto. Nós sempre não, porque nós temos a média do imposto que nós cobramos de vocês é 2,7%. Apenas 2,7%. Mas eles continuam teimando: “Mas tem produto que é 12%”. Então, eu falei assim: vamos fazer o seguinte, vamos colocar um grupo de trabalho e vamos permitir que esse moço da indústria e do comércio do Brasil junto com o teu moço do comércio, em 30 dias, apresentem para nós uma proposta pra gente poder bater o martelo, sabe? Quem tiver errado vai ceder. Se a gente tiver que ceder, nós vamos ceder. Se vocês tiverem que ceder, vocês vão ter que ceder, porque senão a gente faz reunião e depois a máquina pública —vocês sabem o meu conceito de máquina pública— a máquina pública é eterna.
“O presidente tem prazo de validade, ele tem data para entrar e data para sair. Então é o seguinte: nós temos 4 anos de mandato, as coisas têm que acontecer. Então, é preciso que a gente estabeleça plano de metas em cada reunião. Estabeleça plano de meta para que as pessoas cumpram e para que a gente possa colocar em execução aquilo que a sociedade espera de nós. Então, eu saio muito, muito satisfeito da reunião. Acho que foi uma reunião importante para o Brasil e importante para os Estados Unidos. Eu sempre acho que a fotografia vale muito. E vocês perceberam que o presidente Trump rindo é melhor do que ele de cara feia. E eu fiz questão de fazer ele rir um pouco. É importante, alivia, alivia a nossa alma se a gente ri um pouco. Bem, então é isso. Eu acho que o Brasil está preparado.
“O Brasil está preparado para discutir com qualquer país do mundo qualquer assunto. Nós não temos veto, não tem assunto proibido. A única coisa que nós não abrimos mão é da nossa democracia e da nossa soberania. O resto é tudo discutível. E ainda brinquei com o presidente Trump. Ele perguntou da Copa do Mundo, se a seleção brasileira tava boa. E eu falei: “Ó, eu espero que você não venha, sabe, anular o visto dos jogadores brasileiros da seleção. Por favor, não faça isso, porque nós vamos vir aqui para ganhar a Copa do Mundo”. Que que ele falou? Que que ele respondeu, presidente? Ele riu. Ele falou, ele riu porque agora ele vai rir sempre. Ele aprendeu que rir é muito bom”.
PERGUNTAS AO LULA:
Isabela Menon, Folha de São Paulo: Oi, presidente. Boa tarde. Presidente, foram 3 horas de reunião e nós, da imprensa, a gente não pôde acompanhar. É, acabamos de ver aqui que a impressão é positiva de todos vocês, mas o Trump postou sobre a reunião e comentou apenas sobre comércio e tarifas. Eu queria entender se segurança pública era uma questão central pro senhor, se teve alguma sinalização positiva sobre a proposta apresentada pelo Brasil e também a possibilidade de classificar o CV e PCC como organizações terroristas se foi descartada pelos Estados Unidos.
Lula: Não foi discutido isso. O que eu queria dizer, entreguei por escrito cada assunto que eu discuti com o presidente Trump. Além dos ministros falarem, eu terminei a reunião entregando para ele cada proposta nossa escrita em inglês. Em inglês, que é para ele saber o que que nós queremos, para não ter dúvida que daquilo que nós queremos. E porque nós estamos levando muito a sério essa questão do combate ao crime organizado. Sabe esse negócio de dizer que o crime organizado, que as facções, sabe, no caso do Brasil tomar os territórios nas cidades, nós temos que dizer, porque o território de uma cidade, de um bairro, é do povo. Não do crime organizado, não é de facção criminosa. Sabe? Isso é que nós temos que dizer. E no mundo também.
Nós criamos uma base na cidade de Manaus para combater o crime organizado, o tráfico de armas de drogas na fronteira brasileira com a participação de delegados da polícia de todos os países da América do Sul. Se o Estados Unidos quiserem compartilhar e participar conosco, estarão convidados. O que nós estamos propondo é o seguinte, é muito sério. É muito sério. A partir da semana que vem, vamos lançar um plano de combate ao que organizado que é para valer. Quem escapou até a semana que vem, tudo bem, mas quem não escapou não vai escapar mais. E vamos fazer algumas frentes. Vocês já ouviram aqui as 4 frentes de trabalho. Uma delas é a questão financeira. Nós precisamos destruir, sabe, o potencial financeiro do organizado e das facções. Se a gente não destruir, eles hoje viraram, em alguns casos, empresas multinacionais. Eles estão em vários países, eles estão no futebol, eles estão na política, estão no bem empresarial, estão, sabe? e tudo quanto é lugar o poder judiciário. Então o que nós queremos é dizer para trabalhar sério, o Brasil está disposto a dar um exemplo de um país que vai levar muito a sério isso.
Agência FrancePress: Eu gostaria de saber, presidente, se o senhor falou com o presidente Trump sobre Venezuela e sobre Cuba e a situação de outros países da região. E a 2ª pergunta, o senhor qualificou o presidente Trump como um belicista no passado? Isso diz novamente aqui, nenhum país pode ser o imperador do mundo ou de uma região por sua própria conta. Eu me indago, o senhor mudou a sua opinião depois de 3 horas de encontro com Trump. Como é que você qualificaria o Trump hoje como um líder político no mundo?
Lula: Olha, o Trump não vai mudar o jeito dele ser por causa de uma reunião que durou 3 horas comigo. O que eu fiz questão de dizer para ele é o que eu penso das coisas que eu acho que podem ser feitas. Eu acredito muito mais no diálogo do que na guerra. Eu acho que a invasão do Irã, ela vai causar mais prejuízo do que ele tá imaginando, mas tem várias suposições. Ele acha que a guerra já acabou, não é o real, mas ele acha, eu não vou, sabe, ficar brigando com ele por causa da da visão que ele tem da guerra, sabe? Ele acha que na Venezuela tá tudo resolvido. Eu espero que esteja, porque eu lido com a Venezuela desde 2002, mas eu acho que a Venezuela, sabe, eu espero que a Venezuela resolva os seus problemas, porque o povo venezuelano precisa, sabe, ter uma chance na vida de viver bem. E Deus queira que a Delf consiga cumprir, sabe, com o mandato de presidenta, fazendo as coisas acontecer. Ah, eu disse para ele que eu tenho interesse em discutir qualquer assunto que ele precisar discutir e quiser discutir comigo sobre Cuba, sobre Venezuela, sobre Irã, sobre o que ele quiser, eu tô disposto a discutir. E porque para mim é mais simples. Eu não tenho vocação belicista. A minha vocação é de diálogo, é acreditar no poder da narrativa, acreditar no poder do convencimento. É assim que eu acho que a gente deve fazer política. Falei muito com ele sobre a questão de mudança no conselho da ONU. É preciso reformar ONU e que ele, Trump, Fijiping, Putin, Macron e o primeiro membro da Inglaterra são, sabe, as pessoas que têm responsabilidade de propor a mudança, porque eles são os membros permanentes do Conselho de Segurança, só eles podem tudo. Eles têm direito de veto, eles têm direito de indicar a Secretaria Geral da ONU. Nós somos coadjuvantes, os outros países são coadjuvantes. Então eu falei para ele, você poderia convidar o conselho de segurança para discutir, sabe, as guerras que estão acontecendo no mundo, como é que vai encontrar e fazer parte disso? Vocês podem fazer isso. Por que que não aumenta o conselho de segurança da ONU? O Brasil gostaria de participar muito tempo. O Brasil briga. O México tem tamanho para isso. A Índia tem tamanho para isso. A Alemanha, o Japão, países como o Egito, países como África do Sul, país como a Argélia, país como como ah, sabe, mais país africano, a Etiópia tem 126 milhões de habitantes, a Indonésia tem 200 milhões de habitantes. Ou seja, então o que não falta é país para ajudar a que a Ono volta a funcionar em plenitude. Saúde não funcionasse bem, poderia acabar metade dos conflitos que você tem armado na África. Ter autoridade política, autoridade moral e autoridade financeira para fazer a intervenção com a ordem de quem? Dos cinco membros membros permanentes do conselho de segurança. Só eles podem fazer isso. Só eles. O Brasil só pode gritar. O Brasil só pode fazer discurso como Mauro fez contra a chacina na Palestina. Mas os Estados Unidos veta, a China veta, a Rússia veta. Então é preciso que ele se coloque de acordo pra gente mudar. A geopolítica de 2026 não é a geopolítica de 1945. O mundo é outro. O mundo é outro. A comunicação é outra. Então foi dito com a maior tranquilidade para ele essas coisas. naquilo que quiserem que o Brasil colabore, o Brasil tá disposta a colaborar. Vocês estão lembrado que a guerra da Rússia e da Ucrânia era para durar 3 meses, já quase 4 anos. Ninguém sabe. Todo mundo sabe como é que começa uma guerra, como termina. Ninguém sabe. Ninguém sabe. Por isso que eu acho que dialogar, conversar é muito mais barato, mais eficaz. Não tem vítima, não tem destruição de casa, não tem morte de criança, não tem distribuição de escola, destruição de escola. Então isso eu falei ao presidente Trump porque não é a primeira vez, sabe? Quem sabe sabe, a gente um dia vai conseguir convencer. Eu já liguei pro Ciping propondo convocar o conselho de segurança. Já já liguei pro pro Putin, já liguei pro Macron. Ô gente, convidem vocês. São cinco pessoas, são cinco países.Convoque uma reunião, uma teleconferência. Ninguém tem que sair da comodidade do seu gabinete. É convoca e decida. Vamos tomar uma decisão. Vamos mudar o mudar o estatuto da ONU, vamos convocar uma assembleia especial para discutir isso e vamos criar, sabe, paz no mundo. sso foi dito. Espero que ele tenha ouvido. OK.
Lisandra Paraguassu da Reuters: Boa tarde, presidente. Uma das questões que principais nessa visita era a questão justamente do risco dos Estados Unidos imporem mais novas tarifas ao Brasil, especialmente com final agora da investigação da Seção 301. O que foi conversado e o senhor sai daqui a avaliando qual o risco que a gente tem hoje de ter realmente novas tarifas impostos ao Brasil.
Lula: Olha para minha fisionomia. Você acha que eu tô otimista ou pessimista? Eu tô muito otimista. Veja, porque tem uma divergência entre eles e nós que ficou explicitada na reunião. O ministro dele falou uma coisa, o nossos ministros falaram outra. Ora, como a gente não podia ficar debatendo o dia inteiro sobre isso, eu propus outra, vamos dar 30 dias, vamos entrar 30 dias para esses companheiros resolver o problema e nós voltamos a conversar. Ainda falei pro Trump, a gente precisa fazer reunião lá o carro, a gente pode fazer teleconferência, é mais barato. Sabe o que nós temos é que resolver esses problemas porque vocês tem que entender o seguinte, o problema é que muitas vezes você faz uma decisão na frente dos presidentes e quando o presidente vira que pensa que a coisa tá acontecendo, a burocracia entra em campo. Como a burocracia não tem tempo de validade, sabe? A burocracia não tem tempo de validade, ela começa e somente quando Deus quer que ela vai embora, sabe? Então nós temos que acompanhar com mais precisão, sabe, essas coisas. Nós temos interesse, muito interesse, com os Estados Unidos volta a investir no Brasil.Aliás, se tem uma coisa que nós queremos fazer, é isso que mais gente vai para investir no Brasil.Nós estamos, quem sabe, sabe, o maior investimento de transição energética de todos os países, temos maior possibilidade. Vamos fazer as coisas acontecer a partir do Brasil. Ah, alguém quer fazer data certa no Brasil tem que produzir sua própria energia, porque nós não vamos gastar dinheiro para criar data para mandar dados para outros países, sabe? Nós queremos dados para nós. Agora nós temos condições de oferecer aos outros países a oportunidade de construir data center, desde que eles arquem com a produção de energia. É o mínimo que a gente pode exigir. E eu acho que vai ser bom. Acho que vai ser bom. Eu acho o o Trump ele repete muitas vezes que ele gosta do Brasil, que ele ama o Brasil, sabe? Eh, eu acho que que é possível que ele goste do Brasil, que no Brasil falou que tem muitos amigos no Brasil. Aliás, eu peguei uma foto dele que eu esqueci de trazer para ele. Eu peguei uma foto dele com o Vicente Mateus e a Marlene Mateus, no tempo que era presidente do Corinthians no num cassino, acho que era dele, não sei se era num cassino que era dele em Los Angeles, que quebrou o Cassino. A trazer para ele a foto. Então ele disse que tem muitos amigos no Brasil. É bem possível que ele goste mesmo do Brasil. Olha como nós brasileiros gostamos também dos Estados Unidos, por que não fazer para as coisas da certa? E é isso que eu quero, fazer as coisas da de certa. Eu quero que os Estados Unidos volte a ver no Brasil um parceiro importante para suas atividades de empreendedorismo.
Clívio Watson do Washington Post: Presidente, o senhor e o presidente Trump já trocaram insultos? Ele já apoiou seus opositores políticos no Brasil. E essa reunião de hoje com além do engajamento bilateral, como é que você caracterizaria sua relação com o presidente Trump daqui para frente? E ele atendeu suas reivindicações que ele está violando ou interferindo com a soberania nacional brasileira?
Lula:Olha, se ele tentou interferir nas eleições brasileiras, ele perdeu, porque eu ganhei as eleições. Eu acho que não é uma boa política um presidente de outro país ficar interferindo nas eleições de outro país, é o princípio básico para que a gente não permita a ocupação cultural, política e a soberania de um outro país, né? Eu penso que a nossa relação com o Trump é uma relação sincera. Eu penso que desde o primeiro encontro que nós tivemos de 29 segundos em Nova York, numa reunião da Assembleia Geral da ONU, até os telefonemas que nós fizemos, até o encontro da Malásia e até esse encontro de hoje, eu acho que evoluiu muito. Eu tenho razões para acreditar que o Trump gosta do Brasil e por isso eu quero que ele saiba que nós brasileiros temos interesse em fazer os melhores acordos com os Estados Unidos. E eu acho que sinceramente ele sabe a importância dos Estados Unidos. Eu não acredito que ele vá ter qualquer influência nas eleições brasileiras, até porque quem vota é o povo brasileiro, sabe? E eu acho que ele vai se comportar como presidente dos Estados Unidos, deixando que o povo brasileiro decida o seu destino. Como eu vou deixar que o povo americano decida o destino deles? É isso que vai acontecer. A ver, a nossa relação é muito boa, mas muito boa. Eu diria, uma relação que pouca gente acreditava que pudesse acontecer com tanta rapidez. É que sabe aquela história amor à primeira vista, aquele negócio da química. É isso que aconteceu. Eu espero que continue assim. Eu espero que seja assim com qualquer presidente do Brasil e qualquer presidente do mundo. Vai vai ser muito importante essa relação. E quem vai decidir a eleição brasileira é o povo brasileiro. Eu já tenho muita experiência para eleições no Brasil. Não acredito interferência de quem quer que seja de fora.
Eduardo Barão da Band: Boa tarde, presidente. Eu queria complementar a pergunta do colega do Washington Post, porque o senhor está tendo uma relação muito próxima com ele. A terceira vez estivemos juntos na Malásia, em Nova York, com eleição no final do ano. O senhor chegou a tocar nesse assunto com ele? É, só é pedir apoio pro presidente Trump, como o senhor deu lá atrás para Kamala Harris. Tem algum receio de pressão mesmo? O apoio do presidente Trump para a oposição, para falar do Bolsonaro, por exemplo?
Lula: Olha, não existe nenhuma possibilidade de eu discutir esse assunto com qualquer presidente de qualquer país do mundo. Esse é um assunto brasileiro. Eles sabem disso. Eles também são presidentes, eles também disputam eleições. Então, o meu respeito ao presidente Trump é porque ele foi eleito pelo povo americano. E só pelo fato dele ter sido eleito pelo povo americano, não cabe a mim questionar, cabe a mim levar muito a sério que ele tem mandato no povo americano para ser presidente desse país. E é assim que o Brasil trata ele, como tratamos qualquer outro presidente que foi eleito pelo povo.
Eduardo Ribas da Agência F: Mr. President, perdão, presidente. Presidente, eu apenas queria lhe perguntar se você se você discutiu com o presidente Trump a situação de Cuba, o bloqueio dos Estados Unidos com a ilha e também se o presidente Trump mencionou a possibilidade de designar alguma facção criminosa no Brasil como grupo terrorista. Obrigado.
Lula: Eu vou começar pela última tua. Não, não discutimos facção criminosa e terrorismo com o presidente Trump, partindo dele falar de de alguma facção no Brasil. A, eu disse para ele, sabe, que eu gostaria que se ele precisar de ajuda para discutir a situação de Cuba, eu tô inteiramente à disposição. O que eu ouvi, não sei se a tradução foi correta, é de que ele disse que não pensa em invadir Cuba. Isso foi dito pela intérprete, sabe? E eu acho que isso é um grande sinal, até porque Cuba quer dialogar. Cuba quer dialogar e Cuba quer encontrar uma solução para colocar fim fim a um bloqueio que nunca deixou Cuba ser um país completo, livre, desde da vitória da revolução 59. Acho que é o maior bloqueio, o bloqueio, sabe, mais longevo da história da humanidade. Então eu eu tô tô à disposição, sabe? Se precisar que o Brasil converse sobre qualquer país, se precisar que o Brasil converse com qualquer país, sabe, sobre a questão, sabe, da das interferências americanas, sabe, em Cuba, no Irã, o Brasil tá disposto a conversar, mas eu vim aqui especialmente para discutir os assuntos brasileiros. Eu não queria mudar, sabe, de prioridade. Eu queria discutir o comércio brasileiro com os Estados Unidos. Eu queria discutir a participação do Brasil no crime organizado junto com os Estados Unidos. Eu queria discutir as questões da participação dele no minerais críticos. Eu queria discutir a participação dos Estados Unidos, sabe, que eles ficam achando que nós estamos proibido as plataformas americanas de entrar no Brasil. O que nós queremos é o seguinte, entra qualquer plataforma de qualquer país do mundo no Brasil sobre a regulamentação soberana do Brasil. Era necessário vir aqui para dizer isso. Entreguei para ele também a lista dos nomes brasileiros que ainda continuam proibido de entrar no Brasil, nos Estados Unidos, as nossas autoridades constituídas. Como foi aprovada a dosimetria no Congresso Nacional, vai diminuir a pena de todo mundo. Quem sabe o Trump reconheça a necessidade de, sabe, liberar o visto, sabe, dos brasileiros que estão para dentro da aqui.
Matias Brotero da Record: Obrigado pelo presidente pela oportunidade. Presidente, o presidente Trump se comprometeu a investir em terras-raras brasileiras? Se sim, falando em números, quanto? Ou se já há algum plano específico nesse sentido. E o senhor vem falando bastante, inclusive reforçou hoje sobre a importância de que a transformação, a etapa de transformação, aconteça no Brasil. O presidente Trump concordou com isso e qual a importância de ter o desenvolvimento, né, dessa cadeia produtiva com investimentos norte-americanos no Brasil? Obrigado, presidente.
Lula: Olha, o que nós sabemos é que as chamadas terras raras e os minerais críticos são muito importantes, sobretudo, sabe, na questão dos armamentos dos países.O que nós dissemos para os Estados Unidos é que nós não temos a nenhum país queira participar com o Brasil. O Brasil tem obrigação de ter uma regulamentação em que o Brasil seja soberano. O Brasil tem obrigação, sabe, de compartilhar com quem queira participar conosco, seja os Estados Unidos, a China, Alemanha, França, qualquer um que quiser, a Índia, o Brasil estará aberto a a construir parceria. O que nós não queremos é ser meros exportadores dessas coisas. Nós não queremos repetir o que aconteceu com a prata na América Latina com ouro. O que aconteceu com o ouro de cento e poucos anos no Brasil sendo mandado para fora com minério de ferro em que a gente sabe, manda muito minério para fora e a gente poderia fazer um processo de transformação interna que a gente não fez. Então, com as terras raras, a gente vai mudar de comportamento. Nós queremos que o Brasil seja o grande ganhador dessa riqueza que a natureza nos deu.
Raquel Cranemburgo da Globo News: Presidente, duas perguntas. Primeiro, sobre a questão das investigações comerciais contra o Brasil. O presidente Trump se mostrou aberto a talvez anular essas investigações e o senhor teve a oportunidade de explicar para ele a questão do Pix?
Lula: Primeiro, ó, uma das razões pelas quais eu trouxe o Durigan era porque eu imaginava que o presidente Trump queria discutir a questão do Pix. Ele não tocou no assunto do Pix, então também não toquei porque eu espero que um dia ele ainda vai fazer um Pix. Tá, porque muitas empresas americanas já fazem. A segunda coisa é que ele ele não não discutiu o o acordo, sabe, da da da sessão 301. Nós levantamos a tese de que tá havendo uma fiscalização, que nós achamos que não tem procedente essa fiscalização contra o Brasil. Ele levantar a tese de que o Brasil tem coisa que o Brasil tá cobrando mais de imposto. Nós dissemos que não, eles disseram que sim. Então eu sugeri ao Trump que a gente colocasse os nossos ministros para em 30 dias resolver esse problema para nós decidirmos o que vai acontecer. Eu acho, eu acho que vai terminar bem no acordo entre o Brasil e Estados Unidos na questão comercial.
Raquel Cranemburgo da GloboNews: E presidente, sobre a questão do Irã, o senhor falou que ofereceu ajuda para lidar com qualquer país, Cuba, Irã. Teve essa conversa? Eles conversaram especificamente sobre o Irã? O senhor tem sido crítico sobre a guerra? O que o senhor falou para ele? Ele mostrou interesse em porque o Brasil mantém diálogo com o Irã? A outra pergunta é sobre essa reunião mesmo, presidente, como é que aconteceu? Porque era para ser em março, daí a guerra começou e de repente foi em menos de uma semana vocês estavam todos aqui. E, teve ligação do Trump pro senhor na sexta-feira?
Lula: Olha, primeiro eu entreguei pro Trump outra vez, pela segunda vez eu entreguei o acordo que em 2010 Brasil e Turquia fizeram. sobre a questão da questão nuclear Irã. Vocês que são jovens, eu vou apenas relatar. Em 2010, eu me dispus a ir conversar com Camelei durante 2 horas, conversar com o presidente da assembleia do Irã por mais de 2 horas no parlamento com muitos deputados e depois conversava um dia inteiro para convencê-los de que o Brasil queria ajudá-los a produzir o enriquecimento do urânio para si pacífico, como faz o Brasil, cumprindo aquilo que está na nossa Constituição. Eu fiz questão de que ele soubesse que no Brasil eu era constituinte em 1988 e a gente aprovou na Constituição que o Brasil não vai produzir armas nucleares. Isso é na Constituição. Isso não é uma coisa do Lula ou de qualquer presidente. É da Constituição. E eu fui para o Irã fazer isso. E o que é muito importante, o Obama não queria que eu fosse o Irã. Angela Merkel não queria que eu fosse o Irã. O único presidente que não fez objeção foi o Sarkozi, mas todo mundo era contra eu ir ao Irã dizendo que o Irã não cumpria palavras. Como eu não queria a palavra, eu queria um documento assinado. Eu fui pro Irã. Era tanta, tanta pressão que quando eu cheguei em Moscou, o Mevedev me disse: “Ô, Lula, o Obama ligou para cá pedindo para eu convencer você a não ir, porque os iranos não são verdadeiros”. Aí eu saí de Moscou e fui para o Qatar. Quando eu cheguei no Qatar, o Emir me falou a mesma coisa: “Ô, presidente Lula, a Hillary Clinton ligou aqui pedindo para mim convencê-lo a não ir ao Irã. Eu fui, eu e o Celso Samorim e nós, Brasil e Turquia, conseguiram convencer, conseguimos convencer o Irã a assinar um acordo de não produção de armas nucleares. Eu entreguei para o presidente Trump o acordo que nós fizemos em 2010, o acordo que era inclusive cópia fiel de uma carta que o Obama mandou para mim. Lamentavelmente, quando nós fizemos o acordo, não sei por, o Obama e a União Europeia resolveram aumentar a punição ao Irã, possivelmente porque quem tinha feito acordo era um país do terceiro mundo. O país não faz parte da elite dos países. Então, como é que esses pobres seres humanos conseguiram uma coisa que nós não conseguimos? Tem uma palavra chave, paciência, paciência e capacidade de persuasão. Foi isso que aconteceu. Então, entreguei pro Trump que o acordo que nós fizemos em 2010 é muito melhor do que eles fizeram esses um tempo atrás aí. Muito melhor. E se precisar conversar outra vez eu conversarei. É possível convencer. Agora, seria importante que os países que tem arma nucleares fosse desativando, porque vocês estão lembrado a famosa, o famoso acordo entre Rússia e Estados Unidos de desativar a quantidade de arma nucleares que eles tinham. Ninguém desativou nada. De lá para cá, a China criou. De lá para cá, a Índia criou. De lá para cá, a Coreia do Norte criou. De lá para cá, o Paquistão criou, ou seja, ninguém desativou nada. Então o seguinte, eles fariam dar exemplo, né? Quem sabe o exemplo dele fosse estimulante. Eu vou desativar 10 ogivas nucleres por ano. Sabe como eles tem muito, vai levar uns 50 anos para desativar, sabe? Mas eles não fazem, não fazem. E quando o mundo tiver nessa turbulência que tá, muita gente se alvor no direito de também fazer uma bomba atômica. Eu confesso a vocês que eu acredito muito no poder da narrativa, no poder da conversa, no poder do convencimento. Então isso foi foi para mim muito muito importante, sabe, para conversar com me entreguei para ele, tá aí, sabe? A o o documento, leia. E o que que ele falou, hein? O que que ele falou? Qual que foi a reação dele? Nada. Eu só pedi para ele ler, ele não tinha lido ainda, sabe? Eu falei, entreguei o documento para ele ler. Ele falou: “Vou ler hoje à noite”. Falei: “Maravilha, maravilha. Que qual foi a outra terceira pergunta sua?” Terceira pergunta foi sobre essa a visita. Como que aconteceu agora? Eh, tão rápido que vocês colocaram na se ligou na na sexta-feira? Eu tenho uma filosofia que é o seguinte, o importante é o principal, o resto é secundário. Então, saber como é que for para cada reunião é de menos. O que é importante é que eu tô aqui, fiz a reunião, tô feliz, volto pro Brasil mais otimista, sabe? Acho que o presidente Trump também ficou otimista e eu espero que as coisas começam a avançar. A única coisa que ele tem que saber é o seguinte: o Brasil está disposto a construir parcerias aonde eles quiserem construir. Parcerias não tem veto aos Estados Unidos, como não tem veto a China, como não tem veto a França, como não tem veto a Índia, como não tem veto a Alemanha. Então é isso. Por que que a gente não entrou? Pode ficar certo que eu tô Pera aí, gente. Não, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí. otimista. Volto pro Brasil me despedido de vocês para vocês não fazerem mais perguntas. Não, só sala o, por favor. Por que a imprensa não entrou ao sala oval? Ah, deixa eu lhe falar uma coisa. Primeiro, primeiro eu quando vim para cá eu disse que eu não iria conversar com a imprensa antes da reunião. Não tem sentido. Eu vim para fazer uma reunião. Eu vim para discutir assunto. Como é que você vai fazer uma uma entrevista coletiva antes de você discutir? Nem eu nem o presidente Trump precisamos de fotografia, sabe? e não precisamos de inventar nada para dizer pra imprensa. Então eu preferi primeiro vamos fazer a nossa reunião e depois conversar. A reunião demorou um pouco demais. Certamente porque eu gostei, ele gostou da reunião, senão alguém teria terminado. É só levantar, termina a reunião, percebe? E o almoço tava bom, tinha uma boa salada, tinha uma boa carne, sabe? Então, espero que tenha sido carne brasileira. Brasil, hein? Era, eu fiquei, eu fiquei curioso para perguntar, mas não quis perguntar porque poderia não ser, né, presidente? Estavam mais um laranja, café. Pessoal, pessoal, só só um minuto, só um minuto. Ele reclamou que ele não gosta, ele reclamou que ele não gosta de laranja na salada e foi tirando a laranja da salada.
Samuel Pancher do Metrópoles: Obrigado por responder nossas perguntas. Senhor, o senhor me disse algo que chamou atenção. O senhor falou que entregou a lista de autoridades que ainda têm sanções de visto ao presidente e o senhor mesmo relacionou ao PL da Dosimetria. Eu lembrei que quando a dosimetria foi retirada do ministro Alexandre de Moraes, o Departamento de Estado me disse que via o PL da Dosimetria como algo positivo, porém o senhor vetou e foi agora o veto derrubado no Congresso. Como é essa negociação para retirada dos dessas sanções? O que o senhor ofereceu em troca pro governo dos Estados Unidos foi reduzir a pena dos condenados pelo 8 de janeiro ou não?
Lula: Não, não, não. Porque porque o presidente da República não tem nada a ver com a quantidade de muitos ou de poucos anos com a condenação. Isso é uma coisa eminentemente do poder judiciário, sabe? Eu entreguei a lista porque eu já tinha entregado a lista uma vez, sabe? E não foi resolvido o assunto. E você sabe o que acontece? Muitas vezes você entrega um papel para um presidente, vem uma pessoa acessória no presidente, você não sabe quem é e toma da mão do presidente. Comigo acontece muito coisa de comer, então as pessoas toma porque comido, mas vão comer escondido. Então papel as pessoas tomam também. Às vezes alguém me entrega um papel, eu pego na mão, quando eu vou abrir que pá, tomou a mão. Se for um cara ajuizado, depois leva para mim o papel ou passa para uma assessor. Se for outro que desaparece. E eu não sei se o cara que pegou as as a relação que eu dei passou pro Trump. Eu às vezes tenho impressão que passa, à vezes tem impressão que não passa. Para mim tem vezes que passa, tem vezes que não passa. Então eu entreguei a lista outra vez para ele saber. Tem muita gente importante que tá aqui. São muitos ministros da Suprema Corte. O procurador da Geral, a filha do Padilha de 10 anos, a filha do ministro Padilha de 10 anos. Qual é a lógica? De qualquer forma, eu entreguei para ele, tá? E se ele não resolver, quando eu me encontrar com ele outra vez, eu pai, entrego outra vez. A gente vai entregando até um dia, o cara vai lhe vai tomar decisão. Hoje já venceu pro decurso de prazo, já venceu, sei lá, qualquer coisa. Mas é isso. Eu só posso terminar dizendo para vocês o seguinte: “Olhe, eh eh eu sou muito crítico às guerras feitas no mundo em todos os países. Da mesma forma que eu fui crítico a guerra da Ucrânia, sou contra a guerra o que o que o Israel fez com Gaza, o que Israel tá fazendo com o Líbano, o que os Estados Unidos e Israel fizeram com com o Irã, é sou a totalmente contra, totalmente contra não é preciso, não é preciso. Para isso existe uma coisa chamada diplomacia que resolve com muito mais facilidade, sabe? Então eu faço questão de dizer fazer crítica, faço questão de dizer que é preciso reformar o ONU e faço questão de dizer que eles são responsáveis. Gente, o Conselho dos Membros permanentes da ONU foi criado para manter o mundo em harmonia. Eles são poderosos porque foi dado a eles o direito de veto. Então, nada é aprovado se um deles não concordar. Então, eu falei pro Trump que eu falei pro XingPing, por que que vocês não fazem uma reunião? São cinco pessoas. Um litro de whisky, um vinho, um queijo, sei lá, um joelho de porco, qualquer coisa. E faz uma reunião e discute, mas não tem discussão, então não tem solução o problema. E nós vamos continuar com essa ideia. Nós não precisamos de guerra, o mundo tá precisando de paz e é isso que nós precisamos construir. Ô, gente, eu queria agradecer a vocês mais uma vez, dizer para vocês que é sempre prazeroso conversar com a imprensa brasileira. Vou no caminho, já vou ver o que vocês publicaram, porque antigamente eu tinha que esperar o que vocês publicaram no dia seguinte, agora eu nem acabei de falar, vocês já publicaram e eu vou olhar na cara de vocês para ver quem falou mal, quem falou bem, tá? Um beijo no coração de vocês.Obrigado pessoal, muito obrigado aí pela atenção e pelo tempo.



