Entidades foram enquadradas em ordem executiva de 1º de maio que amplia as sanções contra setores ligados ao governo cubano
O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta 5ª feira (7.mai.2026), sanções contra o conglomerado militar cubano GAESA e a mineradora Moa Nickel S.A. – joint venture entre uma empresa cubana e outra canadense. As medidas foram adotadas com base na ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump em 1º de maio. Eis a íntegra do comunicado do Departamento de Estado norte-americano (PDF – 400kB).
O GAESA (Grupo de Administración Empresarial S.A.) é um conglomerado controlado pelas Forças Armadas Revolucionárias de Cuba e atua em setores como turismo, comércio exterior, logística, varejo, infraestrutura portuária e serviços financeiros. O grupo é considerado um dos principais braços econômicos do governo cubano.
Já a Moa Nickel S.A. atua no setor de mineração e produção de níquel em Cuba. A empresa é uma joint venture entre a estatal cubana General Nickel Company e a canadense Sherritt International, companhia com atuação histórica nos setores de mineração e energia no país caribenho.
Além das duas entidades, o governo norte-americano também sancionou Ania Guillermina Lastres Morera, presidente da GAESA.
ENQUADRAMENTO LEGAL
As sanções foram aplicadas com base na Ordem Executiva 14404, assinada por Trump em 1º de maio de 2026. De acordo com o documento, podem ser sancionados:
- pessoas ou empresas que atuem nos setores de energia, defesa, mineração/metais, serviços financeiros ou segurança da economia cubana;
- entidades controladas pelo governo cubano ou que atuem em nome dele;
- empresas ou indivíduos que financiem ou deem suporte material ao governo de Cuba;
- integrantes do governo cubano e dirigentes de entidades ligadas ao regime;
- órgãos e subdivisões do governo cubano;
- pessoas acusadas de violações graves de direitos humanos em Cuba;
- envolvidos em corrupção relacionada ao governo cubano;
- familiares adultos de pessoas sancionadas.
Em publicação nas redes sociais, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que as sanções demonstram que o governo Trump “não ficará parado enquanto o regime comunista de Cuba ameaça a segurança nacional” dos Estados Unidos no hemisfério. Disse ainda que Washington continuará adotando medidas “até que o regime realize as reformas políticas e econômicas necessárias”.




