Zema mira STF e acerta aliados em fala sobre “jatinhos” de Vorcaro

Político que teve “proximidade” ao ex-banqueiro não merece ter cargo público, segundo ex-governador

O pré-candidato à Presidência do Novo e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, mirou os ministros do Supremo Tribunal Federal e acertou aliados políticos em fala sobre “jatinhos” do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso no caso Master.

Zema concedeu entrevista ao programa “Canal Livre” da Band, transmitida neste domingo (3.mai.2026). Ele declarou que os eleitores decidirão, em outubro de 2026, se quem manda no Brasil são os “intocáveis” ou os “brasileiros de bem”. Defendeu que ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) usam o cargo para “enriquecimento” próprio e como balcão de negócios. Afirmou que a permanência de alguns integrantes da Corte no cargo é “insustentável”.

Questionado sobre quem deveria ser retirado do cargo, Zema respondeu: “Está muito visível aí. Não precisamos dizer os nomes. [São] Todos aqueles que voaram em jatinhos de pessoas ligadas ao que me parece ser o maior criminoso financeiro da história do Brasil. Todos aqueles que tiveram contrato, proximidade, que conviveram com esse grande criminoso, na minha opinião, não merece cargo público”.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) voou em jatinho de Vorcaro durante a campanha eleitoral de 2022. O TCU (Tribunal de Contas da União) arquivou uma representação que pediu investigação e o enviou à Justiça Eleitoral.

Também viajaram em aeronave do banqueiro o senador Ciro Nogueira (PP-PI), os deputados federais Isnaldo Bulhões(MDB-AL) e Rodrigo Gambale (Podemos-SP), além de 2 ex-ministros do governo de Jair Bolsonaro (PL): Fábio Faria (Comunicações, 2020-2022) e Bruno Bianco (AGU, 2021-2022).

Zema defendeu que o escândalo do Banco Master aconteceu por causa da impunidade no Brasil. Segundo ele, a Operação Lava Jato foi desfeita, o que permitiu que “raposas” entrem no “galinheiro” quando elas quiserem. O ex-governador de Minas Gerais declarou que o caso tem “tentáculos” dentro do governo.

“Se nós tivéssemos mantidas as punições da Lava Jato, é pouco provável que o Master tivesse repetição”, disse o ex-governador.

Zema é pré-candidato do Novo à Presidência da República. Levantamento da AtlasIntel divulgado na 3ª feira (28.abr.2026) mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empata nos cenários de 2º turno contra o senador e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e o ex-governador de Minas Gerais.

Levantamento da Quaest publicado na 3ª feira (28.abr.2026) revelou que 52% dos eleitores de Minas Gerais dizem aprovar a gestão do ex-governador do Novo no Estado.

SEGURANÇA PÚBLICA

Zema elogiou as políticas públicas adotadas em El Salvador para redução dos homicídios no Brasil. Defendeu enquadrar como terrorismo as facções criminosas e crime organizado. “É uma pena mínima de 25 anos, sem direito a nenhum tipo de benefício”, disse.

O ex-governador disse que vai “encarecer” o custo do crime, mesmo que tenha que fazer novos presídios ou superlotar as prisões. “Não tem problema. Prefiro bandido preso do que bandido na rua”, disse.

Ele afirmou que foi às comunidades do país da América Central para observar os efeitos do endurecimento do combate ao crime na vida das pessoas. Zema disse que propôs ao governo Lula um texto para proibir a liberação em audiência de custódia de pessoa que é reincidente em crimes. Declarou que o ex-ministro de Justiça e Segurança Pública Ricardo Lewandowski não acatou.

O pré-candidato disse que os sequestros diminuíram desde 1980 porque a pena penal para quem faz o delito aumentou. Defendeu a castração química de homens que cometem feminicídio e pena 30 anos sem qualquer concessão de benefícios.


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