EUA anunciam a retirada de 5.000 militares da Alemanha

Medida vem em resposta às críticas do governo alemão aos Estados Unidos sobre a guerra contra o Irã;

Os Estados Unidos confirmaram nesta 6ª feira (1º.mai.2026) que vão retirar 5.000 militares norte-americanos que estão na base na Alemanha. A medida, de acordo com a Reuters, dá-se pelo aumento da tensão diplomática entre o presidente Donald Trump (Republicano) e o chanceler alemão, Friedrich Merz (CDU, centro-direita), sobre a condução da guerra contra o Irã. 

A redução do contingente deve ser finalizada em um prazo de 6 a 12 meses. Atualmente, a Alemanha abriga 35.000 soldados norte-americanos, o maior efetivo estadunidense em solo europeu. Com a medida, os níveis de tropas devem retornar ao nível registrado antes de 2022, quando o ex-presidente Joe Biden reforçou a presença militar dos EUA na região devido à invasão russa na Ucrânia.

ATRITO DIPLOMÁTICO

A decisão partiu por causa das declarações de Merz na última 2ª feira (27.mai). O chanceler afirmou que os EUA estão sendo “humilhados” nas negociações com o Irã e criticou a ausência de uma estratégia de saída clara por parte de Washington.

Na  5ª feira (30.abr), Trump disse que Merz deveria se dedicar a “consertar seu país quebrado” e a “acabar com a guerra entre Rússia e Ucrânia”, na qual, segundo ele, a atuação do premiê “tem sido totalmente ineficaz”. A declaração foi feita em sua rede social, a Truth Social.

“O chanceler da Alemanha deveria dedicar mais tempo a acabar com a guerra entre Rússia e Ucrânia (onde ele tem sido totalmente ineficaz!) e a consertar seu país quebrado, especialmente a imigração e a energia, e menos tempo interferindo com aqueles que estão eliminando a ameaça nuclear do Irã, tornando, assim, o mundo, incluindo a Alemanha, um lugar mais seguro!”, escreveu.

PRESSÃO SOBRE A OTAN

A medida reflete a doutrina de Trump de priorizar aliados que demonstrem apoio total às operações norte-americanas. Relatórios internos indicam que o governo estuda outras punições para membros da Otan considerados “desleais”, incluindo discussão sobre a suspensão da Espanha da aliança e revisão do apoio à Grã-Bretanha na disputa pelas Ilhas Malvinas.

CRISE NO ESTREITO DE ORMUZ

Segundo a Reuters, o desgaste entre os 2 países é por conta da crise energética global. Trump critica a falta de apoio naval europeu para reabrir o estreito de Ormuz, majoritariamente bloqueado desde o início dos ataques contra o Irã, em 28 de fevereiro. Para o presidente norte-americano, essa interrupção no fluxo de petróleo tem causado instabilidade no mercado internacional.


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